Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Após artigo anônimo, Trump reduz seu grupo de confiança na Casa Branca

Segundo Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente americano, ainda há pessoas de fora da família nas quais o republicano confia, mas hoje elas estão em menor quantidade dentro do governo do que seria o ideal

O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 17h12

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu seu grupo de assessores mais próximos depois que o jornal The New York Times publicou um artigo anônimo crítico ao seu governo, afirmou nesta terça-feira, 11, o filho mais velho do republicano, Donald Trump Jr.

O artigo anônimo foi escrito por um funcionário de alto escalão do governo e fala sobre uma “resistência silenciosa” na Casa Branca, que trabalha para “frustrar parte da agenda de Trump e suas piores inclinações” e “limitar os danos da presidência”. 

Ao ser questionado pela emissora ABC se o presidente estava mais isolado no Salão Oval da Casa Branca, Trump Jr. afirmou que seu pai "ainda tem pessoas (ao seu redor) nas quais pode confiar". Ele admitiu, no entanto, que os funcionários de confiança do presidente americano foram reduzidos "a um número muito menor" do que ele gostaria.

Sem citar nomes, Trump Jr. disse, no entanto, que ainda há pessoas de fora da família Trump neste grupo mais próximo ao presidente - Trump é assessorado, entre outras pessoas, por sua filha Ivanka e por seu genro, Jared Kushner.

O filho mais velho do magnata também qualificou de "repugnante" e "de muito baixo nível" o autor do artigo publicado pelo NYT. "Esta é uma pessoa de muito baixo nível, que quer fazer seu nome com um artigo de opinião e, basicamente, subverte o voto de confiança do povo americano que elegeu meu pai para este trabalho", afirmou.

Reveja: Trump reage a artigo do 'NYT'

O filho do presidente americano também disse não ter medo de ser preso em consequência da investigação sobre a suposta interferência russa na eleição presidencial de 2016. 

O procurador especial Robert Mueller investiga Trump Jr. em razão da reunião que ele manteve na Trump Tower, em Nova York, com uma advogada russa que teria oferecido informações comprometedoras sobre a então candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton.

Acompanhado pelo bilionário genro de Trump, Jared Kushner, Trump Jr. se encontrou com Natalia Veselnitskaya, que acreditaram ser uma emissária de Moscou capaz de entregar um material que ajudasse Trump a ganhar a presidência.  Ele garante, no entanto, que os três conversaram apenas sobre o delicado tema das adoções entre Rússia e Estados Unidos. 

"Não (tenho medo de ser preso), porque sei o que fiz e isso não me preocupa", disse Trump Jr. ao ser questionado sobre o tema. "Isso não significa que não tentarão inventar algo. Vimos o que fizeram com todo o resto, mas, de novo, não estou preocupado." / AFP

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