Após ataque, 300 mil poderão passar fome no Paquistão

Quatro centros operados pela ONU no distrito de Bajur serão fechados por tempo indeterminado por conta do atentado perpetrado ontem em Khar

Agência Estado,

26 de dezembro de 2010 | 20h14

Mais de 300 mil habitantes extremamente pobres do cinturão tribal do Paquistão precisam arrumar um jeito de se alimentar depois de um ataque de uma militante suicida a um centro de distribuição do Programa Mundial de Alimentação ter matado 45 pessoas e levado à suspensão da doação de comida na região.

O coordenador local do Programa Mundial de Alimentação, Shahab Khan, anunciou hoje que os quatro centros operados pela Organização das Nações Unidas (ONU) no distrito de Bajur serão fechados por tempo indeterminado por conta do atentado perpetrado ontem em Khar.

O programa da ONU em Bajur alimenta 41 mil famílias- o que equivale a cerca de 300 mil pessoas - que retornaram à região oriundas de campos de refugiados estabelecidos em outras partes do país. Painda Khan, um agricultor de 48 anos que abandonou suas plantações há alguns meses por conta da guerra entre as forças de segurança e os rebeldes islâmicos, conta que sua família de 11 pessoas está desesperada por rações de arroz, farinha, grãos, óleo de cozinha e biscoitos altamente calóricos.

A família Khan pretendia retirar amanhã a ração oferecida pela ONU. A última vez em que a família se reabasteceu de alimentos foi em 25 de novembro. "Passamos os últimos cinco dias pedindo comida a vizinhos", relatou Khan.

Gul Karim Khan, de 53 anos, diz não imaginar o que fazer para alimentar sua família de dez pessoas. "Estamos atravessando um momento muito complicado. Não temos ideia do que fazer nos próximos dias se não recebermos ajuda" alimentar, disse ele. As informações são da Associated Press.

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