Após ataque a Bhutto, Paquistão pode proibir passeatas políticas

As autoridades paquistanesas cogitamproibir passeatas políticas até as eleições gerais, depois doatentado que matou 139 seguidores da ex-primeira-ministraBenazir Bhutto. O ataque, atribuído a militantes islâmicos, provocou novostemores de que haja instabilidade no Paquistão, um país que temarmas nucleares e cujo presidente, Pervez Musharraf, aguardaatualmente que a Corte Suprema ratifique sua reeleição nopleito de 6 de outubro. Pelo menos um homem-bomba cometeu o atentado contra osseguidores de Bhutto na madrugada de sexta-feira (noite dequinta-feira no Brasil). Ela passava pelas ruas de Karachi,saudando centenas de simpatizantes, horas depois de voltar aopaís após oito anos de auto-exílio. Autoridades dizem haver risco de mais ataques, e por isso ogoverno cogita cancelar as passeatas e carreatas até aseleições gerais. "As eleições estão a poucos meses, queremos uma atmosferapacífica, propícia para conduzir as eleições", disse o ministrodo Interior, Aftab Ahmed Khan Sherpao, a jornalistas emIslamabad. "Não queremos adiar as eleições, e não queremos nenhum tipode pretexto para isso." Outra fonte oficial disse que reuniões políticas serãoautorizadas, desde que os participantes possam ser revistadosde antemão. Embora Bhutto também suspeite que o atentado tenha sidoprovocado por militantes islâmicos, ela chegou a citar oenvolvimento de elementos não-identificados ligados a agênciasde segurança do governo. Na segunda-feira, o seu Partido do Povo do Paquistão exigiua demissão do responsável pela investigação do caso, alegandoque ele estava presente quando o marido daex-primeira-ministra, Asif Ali Zardari, foi torturado sobcustódia policial, em 1999.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.