Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Após ataque do Irã, Trump diz que 'tudo está bem' e que EUA ainda avaliam danos

Presidente americano minimizou efeitos dos bombardeios a bases que abrigam americanos, antes da confirmação do número de mortos

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2020 | 00h03
Atualizado 08 de janeiro de 2020 | 09h30

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta oficial no Twitter na noite desta terça-feira, 7, para comentar os ataques a míssel feitos a duas bases militares que abrigam tropas americanas, no Iraque. Trump minimizou os efeitos dos bombardeios, que partiram do Irã, e escreveu que "tudo está bem". 

O presidente americano, no entanto, diz que informações sobre vítimas e danos materiais ainda estão sendo levantadas nos locais atingidos. O governo americano ainda não confirmou se houve mortes ou feridos entre suas tropas no local.

"Até agora, tudo bem", ele tuitou às 23h50 (horário de Brasília).

Veja a publicação abaixo:

"Mísseis lançados pelo Irã em duas bases militares no Iraque. Avaliação de baixas e danos acontecendo agora. Por enquanto, tudo bem", ele disse. "Nós temos a mais poderosa e bem equipada força militar em qualquer lugar do mundo, de longe."

Trump informou, ainda que fará um pronunciamento nesta quarta-feira, 8, sobre o ataque. A cúpula de assessores mais próximos ao presidente se reuniu na Casa Branca logo após o bombardeio, que atingiu as bases militares de Ain Al-Assad, no oeste do Iraque, e em Irbil, no norte do país. As bases pertencem às Forças Armadas do Iraque e abrigam militares dos Estados Unidos. 

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou, também no Twitter, que está monitorando de perto a situação após o ataque as bombas no Iraque. Ela criticou provocações ao Irã feitas por Trump.

"Precisamos garantir a segurança dos nossos cidadãos em serviço, incluindo terminar com provocações sem necessidade do governo e exigir que o Irã cesse sua violência."

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Ela disse, ainda, que os Estados Unidos e o mundo "não podem se permitir uma guerra".

Veja a publicação abaixo:

Ataque

Ao menos duas bases com soldados americanos no Iraque foram atacadas com mísseis balísticos disparados do Irã, segundo informou o Pentágono. Fontes do governo americano informaram que os ataques ocorreram a múltiplas localidades. Não há informação sobre vítimas americanas. Segundo o Pentágono, o Irã disparou mais de uma dezena de mísseis. 

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Horas após o ataque, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamed Javad Zarif, foi ao Twitter para afirmar que tratou-se de uma medida de legítima defesa do país. Desde a operação americana em Bagdá no dia 2 que levou à morte do general iraniano Qassin Suleiman, o Irã vinha prometendo que revidaria. 

"O Irã adotou e concluiu medidas proporcionais de legítima defesa, de acordo com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a partir da qual foram lançados ataques armados covardes contra nossos cidadãos e altos funcionários", justificou, concluindo que o país não busca uma escalada do conflito ou guerra. "Mas nós vamos nos defender contra qualquer agressão."

Veja a publicação abaixo:

Mais cedo, em seu canal no Telegram, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou atacar dentro dos EUA e as cidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Haifa, em Israel, se Irã for bombardeado pelos EUA. "Dessa vez nós responderemos a você (governo americano) nos EUA." /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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