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Após ataque, Egito prepara varredura em fronteira com Israel

Ação busca os militantes que mataram 16 soldados na Península do Sinai

AE, Agência Estado

06 de agosto de 2012 | 11h26

EL-ARISH, EGITO - O governo do Egito enviou helicópteros armados para a Península do Sinai nesta segunda-feira, 6, em busca dos militantes que mataram 16 soldados num posto de verificação na fronteira com Israel, informaram autoridades militares e da área de segurança. Israel intensificou a pressão sobre o Egito para que tome medidas na região de fronteira.

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As fontes disseram que dois helicópteros de ataque haviam sido enviados e mais aeronaves deste tipo deveriam chegar na cidade fronteiriça de El-Arish, enquanto forças de segurança se preparam para fazer uma varredura na região, que tem registrado alta dos níveis de violência desde a queda de Hosni Mubarak, no ano passado.

Supostos islamitas atacaram o posto de verificação no domingo, matando os soldados, antes de roubarem dois veículos e invadirem o território israelense ao romperem a cerca de segurança. Autoridades israelenses disseram que a ação foi rapidamente percebida e revidado com um ataque aéreo e que oito militantes foram mortos.

Egito e Israel dizem que militantes islamitas do Sinai e aliados da Faixa da Gaza atuam no norte do Sinai, realizando ataques contra forças de segurança egípcias e realizando ações na fronteira com Israel. O ataque de domingo foi um dos mais violentos dos últimos anos.

Os problemas no Sinai representam um desafio para o presidente islamita egípcio Mohammed Morsi, que desde que assumiu o cargo, pouco mais de um mês atrás, tem se aproximado do Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza. Autoridades do Hamas condenaram os assassinatos dos soldados egípcios, mas Morsi ainda está sob pressão para abandonar os planos de encerrar a cooperação do país com o bloqueio israelense a Gaza.

Na noite de domingo, ele prometeu que os assassinos pagariam por seus crimes, além de restaurar a segurança no Sinai, onde estão instalados vários dos mais populares balneários do Mar Vermelho no Egito. Nesta segunda-feira, ele declarou três dias de luto pelas vítimas, segundo a televisão estatal.

Segundo o Exército egípcio, os homens que realizaram o ataque tiveram apoio de disparos de morteiro provenientes da Faixa de Gaza. "No momento do ataque, elementos da Faixa de Gaza ajudaram, disparando morteiros na região da passagem fronteiriça de Karm Abu Salem", disse o Exército em comunicado.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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