Após ataques a Mumbai, premiê paquistanês cancela viagens

Índia acusou paquistaneses pelo ataque que deixou pelo menos 195 mortos e mais de 300 feridos em Mumbai

Efe,

30 de novembro de 2008 | 09h13

O primeiro-ministro do Paquistão, Yousef Razá Guilani, cancelou neste domingo, 30, a visita de quatro dias que tinha previsto fazer a Hong Kong "devido à situação atual no país", segundo um porta-voz do governo. Guilani ia partir neste domingo para participar do encontro asiático da "Clinton Global Initiative", segundo a fonte citada pela agência estatal "APP". A decisão foi tomada após uma reunião no sábado com o presidente paquistanês, Asif Zardari, e o chefe do Exército, Ashfaq Kiyani, junto com outros membros do Executivo para analisar a situação após o ataque à cidade indiana de Mumbai.   Veja também: Índia acredita que terrotistas queriam matar cinco mil pessoas Em luto, Índia vive seu próprio '11 de setembro' Índia jamais cauterizou as feridas de 1947 Terroristas islâmicos de Mumbai não tinham 'remorso' Atentados prejudicam relações entre Índia e Paquistão Reunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Imagens de Mumbai    A Índia acusou o grupo Lashkar-e-Toiba, que luta pela independência da Caxemira e tem sua base no Paquistão, pelos ataques que deixaram 195 pessoas mortas e quase 300 feridos.       Segundo a emissora indiana "NDTV", em virtude dos atentados, o governo da Índia estuda a possibilidade de suspender o diálogo aberto com o Paquistão em 2004, assim como o cessar-fogo que em vigor na fronteira com a Caxemira desde 2003.   Por sua vez, o Paquistão avisou a Estados Unidos e União Européia (UE) que, se a Índia continuar acusando o país pelos ataques, deslocará tropas posicionadas na fronteira com o Afeganistão, onde estas combatem os fundamentalistas, para a divisa com a Índia, segundo altos comandantes militares citados pela rede de TV "Geo".

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