Após ataques e 12 mortos, população volta a protestar na Síria

Sírios marcham em Homs, Deraa e Talbisseh para pedir a renúncia do presidente Al-Assad

Agência Estado

18 de abril de 2011 | 13h39

Imagem feita em um celular das manifestações em Homs.

 

DAMASCO - Novos protestos aconteceram nesta segunda-feira, 18, na Síria, com milhares de pessoas tomando as ruas um dia após 12 pessoas serem mortas por membros das forças de segurança, disseram ativistas, em um momento de aumento do clamor popular pelo fim da lei marcial no país.

 

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As manifestações ocorreram na cidade de Homs, no centro do país, em Deraa, principal foco dos protestos, no sul, e em Jisr al-Shoughour, no noroeste, apesar das promessas do governo de acabar com uma rígida lei de emergência.

 

 

No último sábado, o presidente Bashar Assad disse que pretende acabar com as leis emergenciais, mas ativistas disseram que a medida é insuficiente. Horas depois do discurso do presidente, os protestos irromperam novamente. Os manifestantes também exigem a libertação de prisioneiros políticos e o fim do domínio do governista Partido Baath.

 

 

Nesta segunda, dezenas de milhares de pessoas marcharam na praça central de Homs. No domingo, forças de segurança dispararam em manifestantes na cidade, matando pelo menos oito pessoas, segundo ativistas. As tensões aumentaram em Homs desde o anúncio, no sábado, de que um clérigo muçulmano detido há uma semana morreu na prisão.

 

A situação piorou após a morte de quatro pessoas na vizinha Talbisseh, onde as forças de segurança abriram fogo contra uma procissão funerária. Mais de 50 pessoas se feriram, disseram testemunhas, notando que o número de mortos pode ser bem maior.

 

Houve ainda protestos em Deraa, onde cerca de 500 manifestantes, incluindo 150 advogados, pediram a queda do regime, segundo um ativista no local. Os protestos em Deraa, epicentro das manifestações, começaram em meados de março, pedindo também a libertação de presos políticos e a hegemonia política do Partido Baath, disse a fonte.

 

Desde o início dos protestos, as forças de segurança da Síria lançaram uma violenta ofensiva contra os manifestantes, matando ao menos 200 pessoas, segundo grupos de direitos humanos. Algumas pessoas dizem que capangas do governo tem amedrontado a população ao disparar para o alto mesmo que não haja nenhuma movimentação suspeita. As informações são da Dow Jones.

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