Após atentado, Israel volta a atacar Gaza

Palestinos disparam foguetes contra o território israelense um dia após explosão em Jerusalém

, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2011 | 00h00

JERUSALÉM

O Exército israelense atacou ontem a Faixa de Gaza após militantes palestinos dispararem ao menos dez foguetes e morteiros contra o sul de Israel, sem deixar vítimas. Os novos ataques ao território palestino foram realizados um dia após o atentado a bomba que matou 1 turista britânica e feriu outras 38 pessoas em Jerusalém.

Um dos foguetes palestinos sobrevoou a cidade de Ashdod, a 30 quilômetros de Gaza, e explodiu perto da zona urbana de Tel-Aviv, uma das maiores do país.

O Hamas afirma que seus disparos são uma reação aos bombardeios israelenses. Cinco militantes palestinos e quatro civis, entre eles três crianças, foram mortos por fogo israelense na terça-feira.

Segundo dirigentes do Hamas, ontem foram atingidas instalações de segurança interna do grupo na Cidade de Gaza, um campo de treinamento e um lançador de foguetes no norte do território palestino. Não foram confirmadas vítimas.

A escalada da violência na região é a mais intensa desde a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza em 2009, que matou 1,4 mil palestinos e 13 israelenses. Os recentes ataques aumentam o temor de uma nova guerra entre Israel e o Hamas, movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007.

Atentado em Jerusalém. Desde a explosão de uma bomba num ponto de ônibus em uma estação movimentada da cidade, na quarta-feira, a polícia israelense está em alerta máximo. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

A Grã-Bretanha identificou a única vítima do atentado como a cidadã britânica Mary-Jane Gardner, de 59 anos, estudante da Universidade de Jerusalém. Três dos 38 feridos no atentado ainda estavam em estado grave, segundo um porta-voz dos serviços de emergência. A maioria dos outros feridos recebeu alta.

Apesar de o atentado ter ocorrido em meio ao lançamento de foguetes palestinos, a polícia israelense não considera que exista uma conexão entre eles.

Em Israel, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, condenou o atentado em Jerusalém e o lançamento de foguetes palestinos contra o território israelense. "Reconhecemos que Israel, como outros países, tem o direito de se defender e buscar justiça contra os responsáveis pela violência", afirmou. /REUTERS e NYT

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