Após atentado israelense, Hamas promete vingança

O grupo palestino armado Hamas ameaçou promover uma sangrenta vingança depois que helicópteros israelenses dispararam mísseis contra um carro que transportava um de seus principais líderes, numa tentativa de assassiná-lo. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ter ficado "profundamente perturbado" com o ataque, que põe em risco seus esforços de paz no Oriente Médio.O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, qualificou a tentativa de assassinato de Abdel Aziz Rantisi, o mais destacado líder político do Hamas a ser alvejado em 32 meses de violência, como um "ataque terrorista" e acusou Israel de estar tentando destruir o plano de paz.O ataque é o mais recente desdobramento de dias de violência que sublinharam a fragilidade do plano de paz formalmente lançado na semana passada por Bush e os líderes dos dois lados na cúpula de Ácaba, Jordânia. Mas Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, reafirmaram hoje seu comprometimento com o roteiro para a paz, e um esforço em busca de uma trégua dos grupos militantes parecia prosseguir, com a ajuda do Egito.Mahmoud Zahar, um líder do Hamas e cirurgião que operou Rantisi após o atentado, adiantou que haverá retaliação. "A resposta do Hamas será como um terremoto." Ele sugeriu que o Hamas pode se vingar contra políticos israelenses. De sua cama no hospital, Rantisi, um ex-pediatra de 55 anos, também jurou vingança. "Vamos continuar com nossa guerra santa e resistência até que o último criminoso sionista seja expulso desta terra", disse ele à tevê árabe Al-Jazira.Horas depois do ataque contra Rantisi, seis mísseis de fabricação caseira foram lançados do norte de Gaza e cinco atingiram Israel, segundo o Exército israelense. Não há notícias sobre vítimas. O Hamas freqüentemente responde a ataques israelenses lançando os mísseis. Helicópteros e tanques israelenses responderam lançando mísseis e bombardeando uma área entre Bêit Hanoun e Jabaliya, onde supostamente estariam escondidos os militantes que lançaram os mísseis. Três palestinos - dois rapazes de 19 anos e uma menina de 16 - foram mortos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.