Após atentado no metrô, Rússia quer novas leis contra terrorismo

Presidente pediu novas normas e parlamentares defenderam volta da pena de morte no país

Agência Estado

30 de março de 2010 | 11h17

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, pediu nesta terça-feira, 29, que sejam aprovadas novas leis para a prevenção do terrorismo, enquanto alguns parlamentares chegaram a pedir a volta da pena de morte, segundo agências de notícia russas.

 

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Os pedidos ocorrem em razão do ataque de duas mulheres-bomba em duas estações diferentes do metrô de Moscou na manhã da segunda-feira, quando 39 pessoas morreram e outras 71 ficaram feridas, sendo cinco em estado grave.

 

"Acho que é preciso prestar mais atenção no aperfeiçoamento da legislação destinada a prevenir o terrorismo, inclusive a referente ao trabalho de quem investiga esses crimes", ressaltou Medvedev, citado pelas agências. Para o presidente russo, deve-se melhorar o funcionamento dos tribunais no momento de aplicar os artigos do código penal relativos ao terrorismo.

Medvedev também destacou a necessidade de aumentar a segurança dos cidadãos no transporte público e em lugares públicos onde se concentram grandes quantidades de pessoas. "Estamos abalados com as pessoas que perderam a vida em consequência dos atentados terroristas. Essa foi uma tragédia horrível, um crime", disse.

 

Homenagem

As vítimas dos atentados foram lembradas nesta terça. Velas foram acesas em uma das estações atacadas e algumas pessoas se emocionaram lembrando a tragédia. Os principais suspeitos pela violência são rebeldes no norte do Cáucaso, que estariam retaliando após a polícia russa matar alguns líderes separatistas.

Em Moscou, houve um forte aumento do trânsito. "O tráfego na hora do rush da manhã estava muito mais intenso que o normal", disse Dina Litvinova, porta-voz de um site que analisa o trânsito na capital russa.

 

Com informações da Dow Jones e da agência Efe.

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