AP
AP

Após atentados, premiê da Tailândia pede calma à população e diz que situação sob controle

Ataques a bomba em diversas províncias deixaram 4 mortos e ao menos 35 feridos; nenhum grupo assumiu a autoria das ações

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2016 | 10h22

BANGCOC - O primeiro-ministro da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, pediu nesta sexta-feira, 12, calma à população e garantiu que a situação no país está controlada. Durante a madrugada foram registrados uma série de atentados a bomba, que deixaram ao menos 4 mortos e 35 feridos.

"As bombas são uma tentativa de criar caos e confusão", afirmou o general durante entrevista a alguns veículos de imprensa, segundo a agência de notícias local TNA.

Dentre os feridos, havia 10 turistas estrangeiros, sendo 4 alemães, 3 holandeses, 2 italianos e 1 austríaco.

Os atentados mais violentos ocorreram na quinta-feira, no popular balneário de Hua Hin, ao sul de Bangcoc, onde quatro explosões mataram duas pessoas e feriram dezenas. Um duplo atentado matou uma mulher e feriu outras 19 pessoas. As duas explosões ocorreram com 30 minutos de intervalo, perto de bares na zona de vida noturna da cidade.

Horas depois, na manhã desta sexta-feira (noite de quinta-feira no Brasil), outro duplo atentado matou mais uma pessoa em Hua Hin, segundo as autoridades. Em seguida, um quinto atentado provocou mais uma vítima em Surat Thani, 400 quilômetros ao sul de Hua Hin, na zona de acesso às ilhas turísticas do sul da Tailândia.

Em Trang, também no sul do país, uma bomba em um mercado matou um tailandês. No balneário de Phuket, outras duas explosões deixaram ao menos um ferido, de acordo com as autoridades locais.

Investigações. Autoridades da Tailândia investigam ligações entre os ataques a bomba em diversas províncias e os movimentos de insurgência muçulmanos que atuam no sul do país.

Veja abaixo: Série de atentados na Tailândia deixa quatro mortos

"As bombas, detonadas a distância com um telefone celular, são do mesmo tipo das que utilizam os insurgentes no sul da Tailândia", disse um porta-voz da polícia de Hua Hin.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados. Especialistas indicam que eles podem ter sido uma tentativa de afetar a junta militar que governa a Tailândia desde o golpe de 2014.

No domingo, a junta militar obteve a aprovação, em plebiscito, de sua proposta de Constituição que consolida sua influência na vida política do país. / Reuters e EFE

Mais conteúdo sobre:
Tailândia Violência Bomba

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.