Após atentados que mataram 127, Maliki pede paciência

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, pediu paciência à população e o apoio das forças de segurança do país depois de uma série de atentados ter provocado, ontem, a morte de pelo menos 127 pessoas em Bagdá. O pedido foi feito em pronunciamento na televisão estatal iraquiana. A presença de Maliki em uma sessão do Parlamento iraquiano é esperada para hoje. Ele tem sido alvo de duras críticas de parlamentares, que pedem a renúncia do gabinete de segurança.

AE-AP, Agencia Estado

09 de dezembro de 2009 | 12h46

Nos últimos quatro meses houve dois atentados contra prédios públicos no país, além das explosões de ontem. No primeiro, em agosto, cem pessoas morreram. Em outubro, um ataque causou a morte de mais 155. Os rebeldes iraquianos têm direcionado seus ataques a alvos do governo. Analistas atribuem o atentado a militantes sunitas ligados ao antigo partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein, descontentes com o atual governo xiita.

O comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, afirmou que o atraso das eleições no Iraque, marcadas agora para o início de março, não impedirá o início da retirada das tropas norte-americanas do país em agosto de 2010. "Podemos cumprir nosso plano e começar a reduzir nosso contingente em agosto", disse Mullen. Enquanto isso, pelo menos duas pessoas morreram e sete ficaram feridas na explosão de uma bomba na zona norte de Bagdá, informaram autoridades locais.

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