Richard Drew/AP
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Após atraso, ex-diretor do FMI deixa a prisão sob fiança em NY

Strauss-Kahn fica sob prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e acompanhado por guarda

BBC

20 de maio de 2011 | 18h33

WASHINGTON - Com algumas horas de atraso, o ex-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, deixou nesta sexta-feira, 20, a prisão de Rikers Island, em Nova York, depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,6 milhão).

 

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Há relatos de que a ordem de soltura de Strauss-Kahn, assinada pelo juiz Michael Obus, foi atrasada devido a dúvidas sobre o novo endereço do ex-diretor do FMI enquanto ele permanecer em Nova York. Segundo a imprensa americana, sua mulher, a jornalista Anne Sinclair, havia tentado alugar um apartamento de luxo no prédio Bristol Paza, mas teve de desistir após reclamações dos vizinhos sobre a presença de Strauss-Kahn.

Ele vai permanecer sob prisão domiciliar em Manhattan, em Nova York, sob monitoramento eletrônico e acompanhado por um guarda armado 24 horas por dia e também terá de fazer uma espécie de seguro-caução de US$ 5 milhões (cerca de R$ 8 milhões).

Audiência

O ex-diretor do FMI estava preso desde o último sábado, acusado de agressão sexual e tentativa de estupro de uma camareira em um hotel em Nova York. Na quinta-feira, ele foi acusado formalmente dos crimes, os quais nega. Horas antes, anunciou sua renúncia ao cargo de diretor-gerente do FMI, que ocupava desde 2007.

A próxima audiência sobre as acusações contra Strauss-Kahn está marcada para 6 de junho. Sua libertação ocorre depois que um primeiro pedido de liberdade sob fiança, na segunda-feira, foi negado pela Justiça.

Strauss-Kahn foi detido no sábado passado, no aeroporto JFK, em Nova York, quando já estava a bordo de um avião rumo à França, depois de uma camareira de 32 anos do hotel em que se hospedava ter prestado queixa por suposta agressão sexual e tentativa de estupro. Após a primeira recusa de seu pedido de liberdade sob fiança, ele permaneceu quatro dias no presídio de Rikers Island, famoso por abrigar membros de gangues e acusados de crimes graves.

Ex-ministro de Finanças da França, Strauss-Kahn, de 62 anos, aparecia em pesquisas de intenção de voto como favorito à presidência francesa nas próximas eleições. Sua renúncia à direção do FMI vem provocando intensa especulação sobre quem será seu sucessor no comando do órgão, em uma disputa que opõe países europeus e a países emergentes.

 

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