Após avanços de Kadafi, rebeldes se preparam para defender Benghazi

Aeroporto da cidade voltou a ser bombardeado; rebeldes tentam manter o controle de Ajdabiya

estadão.com.br

17 de março de 2011 | 09h14

TOBRUK - Rebeldes líbios disseram nesta quinta-feira, 17, estarem preparados para defender a cidade de Benghazi, no leste do país, e o maior reduto das forças oposicionistas, ao mesmo tempo quem que forças do líder líbio Muamar Kadafi voltam a bombardear o aeroporto da cidade.

 

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O coronel Adel Borassi disse à Al-Jazira que aviões de guerra de Kadafi voltaram a lançar bombas sobre o aeroporto de Benina, a 10 quilômetros de Benghazi. Segundo o coronel, os bombardeios foram feitos a uma grande altitude, não resultando em perdas humanas ou materiais.

 

Os rebeldes avisaram que se Kadafi enfrentará um desafio muito maior se tentar tomar Benghazi, que "está armada até os dentes".

 

As tropas de Kadafi ainda lutam para tomar o controle de Ajdabiya, a última grande cidade no caminho de Benghazi. A cidade segue sob forte bombardeio.

 

Segundo a rede de televisão Al Arabiya, pelo menos 30 civis - mulheres, crianças e idosos - foram mortos nos confrontos, nenhum deles pertencentes às forças rebeldes.

 

A tomada de Ajdabiya pode ser crucial nesta guerra, já que desta cidade sai uma estrada que liga a região a Tobruk no extremo leste do país, próximo a fronteira do Egito. O controle desta estrada pelas forças de Kadafi poderia levar ao controle de Tobruk e um consequente ataque a Benghazi pelo oeste e leste.

 

Misrata

 

A televisão estatal líbia disse nesta terça que as tropas de Kadafi recuperaram a cidade de Misrata, no oeste do país. De acordo com um comunicado, Misrata estaria sendo agora "esterilizada desses criminosos e gangues armadas".

 

Os rebeldes no entanto negam tal informação. "Isso não é verdade. Estão mentindo. Misrata está calma e não há nenhum som de bombardeios", disse um residente da região à Reuters.

 

Cruz Vermelha

 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) retirou-se da região de Benghazi devido ao deterioração da segurança. Segundo a própria instituição humanitária, todo o seu pessoal foi transferido para Tobruk, onde continuarão a assistir as vítimas da guerra civil.

 

O chefe da missão do CICV na Líbia, Simon Brooks, disse que o grupo está "extremamente preocupado com o que irá acontecer com os civis, os doentes e feridos, e outros" que permanecerem em Benghazi. Brooks disse que alguns trabalhadores permanecem próximos à cidade, e espera retornar ao oeste assim que a situação melhorar.

 

 

(Com informações das agências de notícias)

 

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