Após aviso de atentados, Rússia declara estado de alerta

As forças de segurança russas estão em estado de alerta, após as autoridades do país terem sido informadas por oficiais estrangeiros sobre o perigo de um ataque terrorista no transporte público, informaram oficiais russos nesta quinta-feira. Uma central russa de comando anti-terrorista recebeu informações "vindas de parceiros estrangeiros sobre a possibilidade de um ato subversivo terrorista acometer o transporte terrestre e metrô". A informação foi confirmada pelo Serviço de Segurança Federal, de acordo com um oficial não autorizado a revelar seu nome. O chefe do Serviço de Segurança Federal e do Centro anti-terror, Nikolai Patrushevdo, ordenou às forças anti-terror o alerta máximo e chamou reforços para prevenir qualquer ataque. De acordo com comunicado oficial, não foram disponibilizados detalhes sobre a natureza do possível ataque. Não foi informado qual país informou a Rússia sobre o perigo de um ataque comunista. A Rússia integra a liga dos países contra o terrorismo em todo o mundo, inclusive com os Estados Unidos. A declaração não apontou se o ataque estaria limitado a uma localização particular na Rússia, onde algumas cidades têm sistemas subterrâneos, como o do metrô. A segurança foi reforçada em toda a extensão do sistema subterrâneo e inclui um crescente número de equipes com cães farejadores, informou um oficial da polícia de Moscou à agência de notícias RIA-Novosti. O alerta foi recebido pelo Centro de Operações Federais, que está sob o comando do Comitê Anti-terrorismo, órgão criado pelo presidente Vladimir Putin no ano passado.O potencial ataque foi discutido em um encontro do esquadrão anti-terror nesta quinta, quando as agências mostraram a extensão que o ataque pode ter, informou o comunicado oficial. Foram registradas a ocorrência de algumas bombas no sistema subterrâneo de Moscou e no transporte terrestre da capital e em alguns locais durante mais de 12 anos de conflitos com freqüência na Chechênia islâmica, onde a maior parte dos conflitos de larga escala depois dos anos de insurgência continuam. Rebeldes separatistas da Chechênia e de outras partes do sul da Rússia e Cáucaso reivindicaram a maior parte dos ataques terrorista que já aconteceram no país.

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