Após confrontos, Nepal reforça segurança no Haiti

O Exército nepalês informou hoje que reforçou a proteção a seus mantenedores de paz no Haiti. Os soldados das Nações Unidas foram atacados por multidões enfurecidas com uma epidemia de cólera, atribuída por alguns dos moradores aos soldados. Os distúrbios, ontem, terminaram com duas pessoas mortas.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 10h49

O Exército nepalês mantém mais de mil soldados atuando na missão da ONU no Haiti e atribuiu a "falsos rumores" a informação sobre a suposta culpa dos soldados pela epidemia. "Nós estamos preocupados. Nossas posições estão sendo reforçadas e a polícia haitiana está ajudando os mantenedores de paz a se proteger de ataques", disse um porta-voz do Exército em Katmandu.

A ONU investiga alegações de que a epidemia começou em fossas sépticas em um campo perto da cidade de Mirebalais, no centro haitiano, onde muitos soldados nepaleses estão sediados. Apesar disso, o porta-voz disse que testes em soldados do país mostraram que eles não são a origem do problema.

Menos de um mês após o início da primeira epidemia de cólera no Haiti em meio século, o número de mortes confirmadas pela doença está em 917 e tem subido em mais de 50 mortes por dia. Já há quase 15 mil casos da doença confirmados. A maioria das mortes ocorreu no centro e no norte do Haiti, mas a doença já chegou a algumas pessoas na capital, Porto Príncipe. Essa cidade foi bastante atingida por um terremoto em janeiro, que matou 250 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de desabrigados.

Os dois homens mortos ontem eram civis. Um morreu quando mantenedores de paz atiraram em legítima defesa em um dos manifestantes, segundo a ONU. O outro corpo foi encontrado em frente à base da missão da entidade no Haiti, conhecida pela sigla Minustah, em Quartier-Morin, nas proximidades de Cap-Haitien, no norte do país. Os manifestantes atearam fogo a uma delegacia no norte haitiano e entraram em confrontos com mantenedores de paz. As informações são da Dow Jones.

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