Após crise política, número de mortos sobe para 486 no Quênia

Governo afirma que 255 mil estão desabrigados após onda de violência após as eleições presidenciais no país

Associated Press e Reuters,

07 de janeiro de 2008 | 08h43

Pelo menos 486 pessoas morreram na explosão de violência após as disputadas eleições presidenciais no Quênia, informou nesta segunda-feira, 7, o governo. Um comunicado do Ministério de Programas Especiais afirma que 486 pessoas morreram e cerca de 255 mil foram forçadas a deixar suas casas. Os números foram determinados por um comitê especial de serviços humanitários, formado pelo governo, que percorreu as áreas mais afetadas pelos distúrbios e protestos.   Veja também: Entenda a crise no Quênia   O anúncio foi feito no mesmo dia em que representantes oposicionistas irão se reunir com mediadores internacionais para discutir como encerrar a crise no país. O líder do Movimento Democrático Laranja (ODM, na sigla em inglês), Raila Odinga - que se considera o verdadeiro presidente do Quênia -, encontra-se nesta segunda-feira com o mais alto representante diplomático dos Estados Unidos na África, Jendayi Frazer.   A oposição do Quênia, que cancelou a manifestação convocada para esta segunda, planeja realizar mais protestos de rua na terça-feira para tentar afastar o presidente Mwai Kibaki. Apesar da proibição policial, o ODM disse que não desistirá dos protestos. As manifestações contra a contestada reeleição de Kibaki paralisaram Nairóbi e outras cidades na semana passada, enquanto a polícia combatia simpatizantes de Odinga.   Embora a maior parte do país pareça ter voltado a um estado de calma, há relatos não confirmados de Uganda de que 30 quenianos afogaram-se depois de ser perseguidos por agressores rumo a um rio na fronteira entre as duas nações. A polícia queniana não pôde confirmar a informação.   A violência pós-eleitoral manchou a imagem do Quênia de reduto de estabilidade no leste da África e ameaça sua economia - a maior da região.

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