Após críticas, nova sessão do Parlamento do Iraque será dia 13

Presidente interino do legislativo havia dito que reunião seria em agosto porque não existia acordo entre xiitas, curdos e sunitas

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2014 | 11h08

BAGDÁ - O novo Parlamento do Iraque antecipou a data de sua próxima sessão para 13 de julho, disse o presidente interino do legislativo nesta terça-feira, 8. A divulgação de um adiamento de cinco semanas na data da reunião provocou críticas de parlamentares locais e dos Estados Unidos.

A primeira sessão do Parlamento eleito em abril terminou na semana passada sem um acordo para o preenchimento dos três cargos principais - presidente, primeiro-ministro e presidente do Parlamento -, enquanto a crise enfrentada pelo Iraque após insurgentes sunitas se apoderaram de amplas áreas do norte e oeste do país piora.

"Pelo interesse público, o compromisso com os procedimentos constitucionais e a preservação da continuidade da construção da democracia, nós decidimos mudar a data (da próxima sessão) para 13 de julho", disse Mehdi al-Hafidh em um comunicado. "Qualquer demora nisto poderia pôr em perigo a segurança do Iraque e seu curso democrático, e aumentar o sofrimento do povo iraquiano."

Na segunda-feira 7, Hafidh havia declarado que a próxima sessão parlamentar seria realizada em 12 de agosto, citando o fracasso dos principais grupos políticos xiitas, sunitas e curdos em chegar a um acordo. O Departamento de Estado dos EUA reagiu dizendo que "a situação calamitosa" enfrentada pelo Iraque faz com que a formação de um governo abrangente seja ainda mais urgente. / REUTERS

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