Após críticas, Obama não garante encontro com Ahmadinejad

Campanha de John McCain diz que democrata recua de sua proposta de negociar com inimigos dos EUA

CAREN BOHAN, REUTERS

27 de maio de 2008 | 09h14

O democrata Barack Obama manteve na segunda-feira, 26, sua intenção de se reunir com líderes de países considerados inimigos dos EUA, mas afirmou que isso não necessariamente significa uma audiência com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Obama, favorito na disputa pela indicação democrata à Casa Branca, vem manifestando a disposição de dialogar sem precondições com os governos de países como Irã, Síria, Cuba e Venezuela.   Veja também: Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  Acompanhe a disputa entre os pré-candidatos    O candidato republicano à Presidência, John McCain, criticou a promessa de Obama, alegando que se sentar com alguém como Ahmadinejad daria publicidade a essa pessoa e passaria um recado errado a aliados dos EUA, como Israel. O Irã não reconhece a existência de Israel, país ao qual Ahmadinejad certa vez se referiu como um "cadáver fedorento."   Obama disse que o equilíbrio de poder no Irã será levado em conta ao marcar qualquer reunião, e que isso inclui as eleições presidenciais de 2009 naquele país. "Não há razão para necessariamente encontrar Ahmadinejad antes de sabermos se ele estará realmente no poder. Ele não é a pessoa mais poderosa no Irã", disse Obama a jornalistas durante campanha no Novo México. Pelo sistema clerical iraniano, a pessoa mais poderosa do país é o aiatolá Ali Khamenei, que tem a palavra final sobre as questões mais importantes.   O comitê de McCain disse que Obama está recuando. "Ao longo do último ano, o senador Obama repetidamente confirmou que iria se reunir incondicionalmente com Ahmadinejad e com os líderes de Síria, Cuba e Venezuela", disse Brian Rogers, assessor de imprensa do republicano.   Nas últimas semanas, Obama e seus assessores insistem que não haveria "precondições" para as reuniões, mas que funcionários de escalões inferiores fariam uma exaustiva preparação. No caso do Irã, segundo Obama, "preparação significa conversas de baixo escalão nas quais haja clareza a respeito das nossas preocupações em torno do programa de armas nucleares, mas mostrando que estamos dispostos a ouvir a perspectiva deles."

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