Saul Loeb/AFP
Saul Loeb/AFP

Após década de guerras, Obama quer focar na classe média dos EUA

Presidente quer usar dinheiro antes gasto em conflitos para pagar dívidas do governo e 'reconstruir a América'

AE, Agência Estado

05 Maio 2012 | 10h36

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, colocou um ponto final em uma semana marcada pela política exterior e declarou que sua meta de derrotar a Al-Qaeda está dentro de alcance e que agora é preciso voltar a atenção do país para preocupações mais domésticas, como o fortalecimento da classe média. As declarações foram feitas no pronunciamento semanal de Obama no rádio e na internet, no mesmo dia em que ele embarca para sua primeira viagem de campanha a Ohio e Virgínia.

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Apenas cinco dias depois de uma visita surpresa ao Afeganistão, Obama disse que o dinheiro poupado com o fim de guerras deve ser usado para pagar a dívida e investir em saúde, educação e infraestrutura. "Depois de mais de uma década de guerra, é tempo de nos focarmos na construção de um país aqui mesmo, em casa", afirmou.

Obama destacou o acordo que assinou com o presidente afegão, Hamid Karzai, na terça-feira, que transfere a segurança do Afeganistão para o governo local, e lembrou ao público norte-americano mais uma vez a operação especial que matou Osama bin Laden há um ano.

O presidente afirmou que o país agora deve se concentrar em questões econômicas, como as disparidades fiscais e os gastos do governo. Sem mencionar os republicanos, Obama criticou a visão do partido da oposição que promove mais cortes de impostos para os milionários ao mesmo tempo que reduz investimentos "que constroem uma classe média forte".

"Por isso eu pedi ao Congresso que pegue o dinheiro que já não estamos usando na guerra, use metade para pagar nossa dívida e a outra metade para reconstruir a América", declarou Obama. O recado para os republicanos foi claro. Obama está retratando a oposição como o partido dos mais ricos, enquanto tenta demonstrar ação diante da lenta recuperação da economia.

As informações são da Associated Press.

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