REUTERS/Carlo Allegri
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Após decisão de Trump, Canadá convida transgêneros a se alistarem nas Forças Armadas

Na quarta-feira, presidente americano anunciou a reversão da abertura adotada por Barack Obama, mas não definiu quando ela entrará em vigor

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 08h35

TORONTO - Pouco depois do anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de que proibirá a entrada de transgêneros nas Forças Armadas do país, os militares canadenses responderam à decisão abrindo suas portas para "todas as orientações sexuais".

"Damos as boas-vindas aos canadenses de todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Juntem-se a nós!", declarou a conta oficial da Forças Armadas do Canadá no Twitter.

O texto estava acompanhado de uma foto da Banda da Marinha Real Canadense desfilando em uma das comemorações do Dia do Orgulho Gay, em Toronto, o maior do gênero realizado no continente americano. O tuíte também divulgava um link para um site que informa sobre as oportunidades de trabalho nos Exércitos do país.

Estima-se que aproximadamente 200 pessoas nas Forças Armadas do Canadá são transgêneros. Segundo dados informados na quarta-feira, o Departamento de Defesa do país pagou entre 2008 e 2015 um total de 19 operações de mudança de sexo com um custo total de cerca de US$ 250 mil.

Trump anunciou que decidiu não permitir a atuação de transgêneros nas Forças Armadas do país, mas não explicou quando a proibição entrará em vigor. A medida reverte a abertura adotada em 2016 pelo então presidente Barack Obama.

O republicano anunciou a mudança pelo Twitter e disse que, após ter consultado generais e especialistas, decidiu não "aceitar nem permitir" que os transgêneros sirvam às Forças Armadas americanas. / EFE

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