AP Photo/Hans Pennink
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Após declaração do papa, governador de Nova York quer debater fim da pena de morte nos EUA

Um total de 31 dos 50 Estados do país continuam aplicando a pena de morte, assim como o governo federal e o Exército americano

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 15h20

NOVA YORK - O governador de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou nesta quinta-feira, 2, que promoverá uma discussão sobre a anulação da pena de morte nos Estados dos Estados Unidos em solidariedade ao papa Francisco, que declarou a pena capital inaceitável e anunciou o compromisso da Igreja com sua abolição.

"Ao declarar a pena de morte inadmissível em todos os casos e ao trabalhar para pôr fim a essa prática no mundo, o papa Francisco está abrindo caminho para um mundo mais justo para todos", afirmou Cuomo em comunicado enviado nesta quinta-feira à imprensa. "A pena de morte é moralmente indefensável e não acontece no século 21."

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Nova York não executa um réu desde 1963. O estado aboliu e voltou a instaurar a pena de morte várias vezes ao longo de sua história.

A última vez que foi reinstaurada foi em 1995 quando o governador George Pataki cumpriu uma de suas promessas eleitorais, mas em 2004 o decreto foi declarado inconstitucional pelo Tribunal Estadual de Apelações, a mais alta corte nova-iorquina, e em 2007 a última pena capital foi reduzida à prisão perpétua.

Infográfico: Como é aplicada a pena de morte nos EUA

Andrew é o filho do antigo governador de Nova York Mario Cuomo, que durante anos lutou pela anulação da pena capital nos EUA.

"A decisão do papa valida a posição ética do meu pai contra a pena de morte", ressaltou o atual governador, descrevendo a condenação como uma "feia mancha na história" dos EUA.

Um total de 31 dos 50 Estados do país continuam aplicando a pena de morte, assim como o governo federal e o Exército americano. / EFE

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