Reuters
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Após denúncia, EUA liberam acesso de seu espaço aéreo a líder venezuelano

Departamento de Estado diz que pedido de Maduro não foi feito da maneira correta

O Estado de S. Paulo,

20 de setembro de 2013 | 12h23

O departamento de Estado americano autorizou nesta sexta-feira, 20, a abertura de seu espaço aéreo para a passagem do avião oficial do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um dia depois de o líder chavista ter acusado Washington de barrar intencionalmente a rota da comitiva rumo à China.

"Os Estados Unidos deram a permissão às autoridades venezuelanas para usar seu espaço aéreo", disse a porta-voz do Departamento de Estado Marie Harf. "Mesmo que o pedido não tenha sido entregue adequadamente, as autoridades americanas conseguiram emitir a autorização em questão de horas. Eles foram avisados na noite de ontem."

De acordo com as autoridades americanas, a Venezuela enviou o pedido com um dia de antecedência e não com três, como é de praxe. Além disso, o avião não era oficial.

Na noite de quinta-feira, o chanceler venezuelano,Elias Jaua,  disse que o governo dos EUA negou autorização para que Maduro sobrevoasse Porto Rico, território americano. Em solidariedade, o presidente boliviano, Evo Morales, propôs um boicote de aliados à Assembleia- Geral da ONU, marcada para a próxima semana em Nova York.

Jaua considerou o ato uma "agressão" ao país. "Recebemos a informação de autoridades americanas de que foi negado a nós o sobrevoo no espaço aéreo americano no Atlântico", disse Jaua. "Denunciamos isso como uma agressão a mais do imperialismo americano contra o governo."

Maduro ainda acusou os Estados Unidos de não querer dar visto a parte da delegação venezuelana que comparecerá à reunião da ONU na semana que vem. "Se tiver de tomar medidas diplomáticas contra o governo americano, o farei no nível mais drástico. Não aceitarei nenhum tipo de agressão", declarou o presidente./ AP, EFE e REUTERS

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