AFP PHOTO / Martin BUREAU
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Bomba é encontrada próxima a estádio do PSG; ministro diz que um dos presos era radicalizado

Gérard Collomb afirmou que uma pessoa dentre as cinco detidas estava fichada como militante islamista; grupo está sendo interrogado depois da descoberta de um explosivo em um edifício do distrito 16

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 09h22

PARIS - Uma das cinco pessoas detidas no sábado 30 na capital francesa - após a descoberta de uma bomba de fabricação caseira em um edifício próximo ao estádio do clube Paris Saint-Germain (PSG) -, estava fichada como militante islamista radicalizado, anunciou nesta terça-feira, 3, o ministro francês do Interior. No mesmo fim de semana, um homem matou duas mulheres a facadas na principal estação de trem de Marselha, sul da França, antes de ser morto por militares. 

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"Entre as pessoas detidas, uma estava no arquivo FSPRT, o que significa radicalizado", declarou o ministro Gérard Collomb à rádio France Inter. Segundo a imprensa local, o artefato foi descoberto horas antes da partida entre PSG e Bordeaux, que foi assistida por cerca de 50 mil pessoas.

Cinco pessoas foram detidas e estão sendo interrogadas após a descoberta de um explosivo em um edifício do distrito 16 de Paris, um dos mais ricos da cidade, informou uma fonte da investigação.

A unidade antiterrorista do Ministério Público de Paris abriu uma investigação por "associação terrorista criminal, tentativa de destruição por um meio perigoso relacionado com uma atividade terrorista e tentativa de assassinato relacionada com um ato terrorista".

O artefato contava com vários cilindros de gás ao redor dos quais foi derramado combustível. A bomba seria acionada por um mecanismo ligado a um telefone celular.

Em setembro de 2016, a polícia encontrou um sistema similar perto da Catedral de Notre Dame, também em Paris. O plano de atentado fracassou e a polícia prendeu algumas mulheres jihadistas.

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A França está em alerta máximo desde 2015 em razão de uma série de atentados jihadistas. / AFP

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