Após dias de relativa calma, 23 morrem em ataques a Gaza

Ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram 23 pessoas nesta quarta-feira, incluindo 16 militantes e civis, entre eles uma mãe e suas duas filhas. Este foi o dia mais violento desde que Israel abandonou o local, no ano passado.Artilharia, tanques e jatos israelenses auxiliaram escavadeiras que aplainaram jardins e pomares no nordeste de Gaza, na região de Abassan, para impedir que militantes utilizassem as áreas cheias de vegetação como esconderijo para lançar foguetes em Israel, informou o Exército.Antes de entrar na região, um helicóptero israelense jogou panfletos avisando os moradores para ficarem em suas casas porque o Exército israelense estava fazendo uma operação contra militantes que lançam mísseis em Israel. Após o aviso, jatos destruíram várias casas de ativistas do Hamas e da Jihad Islâmica. Desse modo, o confronto iniciou-se.A maioria das pessoas mortas na batalha foi atingida por tiros de tanque, ataques aéreos ou pereceram em combate direto com tropas israelenses. Dezesseis palestinos mortos foram identificados por seus respectivos grupos de resistência. Uma menina de três anos e outros dois homens também morreram no combate. Não se sabe se os homens eram militantes. Ao menos 76 pessoas ficaram feridas, 16 delas em estado crítico. No lado israelense, nenhum soldado ficou ferido. Em um incidente separado, ocorrido no norte de Gaza, uma menina de cinco anos e sua irmã, de apenas oito meses, foram mortas após um tiro de artilharia acertar sua casa. A mãe delas sobreviveu ao ataque, mas, criticamente ferida, morreu no hospital.Um outro homem foi baleado e morto próximo a uma área restrita perto da fronteira israelense de Gaza, informaram fontes médicas que acrescentaram que possivelmente o homem possuía problemas mentais. O Exército israelense informou que está checando as mortes.Ainda nesta quarta, militantes de Gaza atiraram 11 foguetes em Israel, ferindo levemente uma pessoa na cidade israelense de Sderot. Durante a ofensiva de mais de um mês de Israel em Gaza, tropas israelenses repetidamente invadiram a região em busca de militantes e armas enquanto a artilharia bombardeava a área e jatos faziam ataques pelo ar. RespostaKhader Habib, líder da Jihad Islâmica em Gaza, afirmou que seu grupo responderá às recentes mortes lançando foguetes e fazendo ataques suicidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.