Federico Parra/AFP
Federico Parra/AFP

Após dois anos fechadas, escolas do Peru serão reabertas em março

País é um dos mais atrasados da América Latina na reativação da educação presencial, sendo as escolas os únicos espaços que ainda não foram reabertos

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2021 | 16h01

LIMA - As escolas no Peru retomarão as aulas presenciais a partir de março de 2022, no início do novo ano letivo, depois de a grande maioria delas ter sido fechada durante dois anos completos devido à pandemia da covid-19, anunciou neste domingo, 26, o Ministério da Educação.

O Peru é um dos países mais atrasados da América Latina na reativação da educação presencial, sendo as escolas os únicos espaços que ainda não foram reabertos em comparação com outros como cinemas, teatros e estádios de futebol, que funcionam com capacidade limitada.

De acordo com o protocolo sanitário aprovado, as escolas localizadas nas cidades começarão na modalidade semi-presencial, com no máximo quatro horas de aulas presenciais por dia, para aumentá-las progressivamente com base na avaliação das condições sanitárias.

Nas escolas das zonas rurais, o retorno será com todas as horas de aulas presenciais previstas em cada centro educacional.

No entanto, o regulamento exige que quiosques, lanchonetes e cantinas escolares permaneçam fechados durante a emergência sanitária, por isso não especifica como funcionarão os programas sociais como o Qali Warma, que fornece café da manhã nas escolas para mais de 4 milhões de estudantes de zonas rurais.

Nesse sentido, o documento indica que, nas áreas rurais, onde os alunos às vezes têm de caminhar várias horas para chegar à escola, "cada aluno vai consumir em um espaço aberto os alimentos que trazem de casa, mantendo uma distância de dois metros uns dos outros".

A utilização de refeitórios só será permitida nas escolas que possuam o serviço de educação residencial, desde que a capacidade estabelecida e outras medidas de segurança, como a distância mínima entre as pessoas, sejam respeitadas.

Da mesma forma, os professores que retornam para dar aulas devem estar totalmente vacinados contra a covid-19, o que significa ter recebido pelo menos duas doses, e todos em salas de aula devem usar máscaras devidamente colocadas.

A vacinação dos alunos não será obrigatória por enquanto, já que a imunização de crianças entre 5 e 11 anos está programada para começar em janeiro, depois de 75% das pessoas vacinadas com pelo menos duas doses entre os maiores de 12 anos terem sido atingidas esta semana.

Se um caso suspeito ou confirmado de covid-19 for detectado em uma sala de aula, o grupo entrará em quarentena por um período de 14 dias, e então retornará às suas atividades, sem que toda a escola tenha de ser colocada em quarentena. /EFE

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