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Após duas mortes, ONU condena 'uso de força letal' nos protestos em Mianmar

Outras 30 pessoas ficaram feridas no dia mais sangrento em mais de duas semanas de manifestações contra o golpe militar

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2021 | 03h33

RANGUM - Mianmar prepara neste domingo, 21, o funeral da primeira vítima da repressão militar, uma jovem de 20 anos que se tornou um ícone de resistência ao golpe de Estado.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou "o uso de força letal", em reação às duas mortes por tiros disparados pelas forças de segurança contra os manifestantes.

“Eu condeno o uso de violência mortal em Mianmar”, escreveu Guterres no Twitter. “O uso de força letal, intimidação e cerco contra manifestantes pacíficos é inaceitável”, acrescentou.

Duas pessoas foram mortas e cerca de 30 ficaram feridas no sábado, 20, em Mandalay, por disparos feitos pelas forças de segurança, na repressão mais violenta desde o golpe de 1º de fevereiro.

“Eles espancaram e atiraram em meu marido e em outras pessoas”, disse uma mulher chorando à AFP. "Ele estava apenas olhando, mas os soldados o levaram embora", disse ele.

Mais de uma dezena de pessoas foram presas, segundo a imprensa local. A polícia não comentou o caso.

Conta encerrada

O Facebook encerrou neste domingo a conta da junta militar denominada “True News”, considerando que a violência foi incitada a partir desse perfil. Uma porta-voz da rede social disse que a conta foi encerrada por "repetidas violações dos padrões da nossa comunidade que proíbem o incitamento à violência".

As forças de segurança do país intensificaram a repressão contra manifestações massivas e geralmente pacíficas pedindo o retorno da líder civil Aung San Suu Kyi./ AFP

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