Após escândalo, líder oposicionista renuncia no Japão

O principal líder oposicionista japonês, o dirigente do Partido Democrático do Japão, Ichiro Ozawa, anunciou hoje sua renúncia. Ele disse em entrevista coletiva ter decidido renunciar porque não deseja que o escândalo de financiamento político envolvendo um de seus auxiliares atrapalhe o partido nas eleições parlamentares marcadas para até 10 de setembro. "Me desculpo profundamente. Devo fazer isso por mim mesmo, por meu povo e pelo meu partido", afirmou. "Creio que é imperativo que ganhemos as eleições e não quero impedir isso de nenhuma maneira."

AE-AP, Agencia Estado

11 de maio de 2009 | 14h17

Promotores de Tóquio afirmam que o partido de Ozawa recebeu 21 milhões de ienes (US$ 216 mil) ilegalmente entre 2003 e 2006. Um dos principais assessores de Ozawa e dois executivos de empresas foram presos por violações à lei de financiamento dos partidos do país. O Partido Democrático continua forte nas pesquisas, mas o escândalo iniciado em março tirou votos da legenda. Ozawa disse inicialmente que as acusações não tinham fundamento e prometeu que ficaria no cargo até a derrota do PLD. Porém, agora, aparentemente cedeu à pressão de colegas.

O anúncio foi um alívio para o Partido Democrático, que se aproximou do partido governista do primeiro-ministro Taro Aso nas pesquisas mais recentes. Alguns analistas acreditam que a oposição tem boa chance de ganhar a disputa e inclusive tomar o poder, caso o atual cenário persista. O Partido Liberal Democrata (PLD), de Aso, governa o Japão pelos últimos 50 anos. A sigla tem a prerrogativa de convocar a eleição quando desejar, desde que até 10 de setembro.

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