Após exaltar programa nuclear, aiatolá do Irã critica Ocidente

Depois de Ahmadinejad falar de 'Estado nuclear', Khamenei diz que Ocidente não derrotará república islâmica

Associated Press,

12 de fevereiro de 2010 | 11h13

Um dia depois do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, dizer que seu país se tornou um "Estado nuclear", o líder supremo da república Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, disse que o Ocidente deve perceber que os esforços para subjugar o Irã são inúteis.

" Os inimigos estrangeiros devem abandonar os esforços inúteis para nos subjugar", disse o aiatolá, que também criticou as manifestações da oposição, em número menor que as oficiais, nas quais parentes de líderes reformistas foram presos.

"As passeatas de ontem são um sinal de alerta aos nossos inimigos domésticos e grupos mentirosos que dizem representar o povo", acrescentou.

 

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Durante a celebração, as forças de segurança reprimiram manifestações contrárias ao governo na capital, Teerã. A polícia entrou em confronto com ativistas da oposição, lançando gás lacrimogêneo para dispersá-los e tiros de paintball para marcá-los, facilitando suas prisões. Grupos conservadores também atacaram importantes figuras da oposição.

A grande manifestação do governo no centro de Teerã foi bem maior que os protestos dos oposicionistas, menores que os realizados pelos dissidentes nos últimos meses. Ainda assim, os protestos mostraram que as autoridades precisam de um forte aparato repressivo para controlar a situação.

Os linhas-duras e as forças de segurança impediram que o líder oposicionista Mir Hossein Mousavi e sua mulher, Zahra Rahnavard, participassem de uma manifestação oposicionista. Além disso, os conservadores atacaram o carro em que estava outro líder opositor, Mahdi Karroubi. As janelas do veículo foram quebradas.

Autoridades também interferiram na internet e nas linhas de celular para desarticular a oposição. Em Teerã, a velocidade da internet caiu muito e serviços como o Gmail foram em grande parte bloqueados. Três redes de comunicação internacionais, a BBC, a Deutsche Welle e a Voice of America, condenaram o Irã pela "deliberada interferência eletrônica" em suas transmissões.

 

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