Stephen Maturen/Getty Images/AFP
Stephen Maturen/Getty Images/AFP

Após fala de Trump, ONU pede que racismo e xenofobia sejam combatidos

Mensagem não fez referência ao presidente americano, mas foi postada pouco depois da entrevista coletiva concedida por ele em Nova York; especialistas em direitos humanos das Nações Unidas fazem apelo para que violência racial seja combatida

O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 10h50

GENEBRA - O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na terça-feira 15 que o racismo e a xenofobia sejam combatidos. A declaração foi feita depois dos confrontos violentos do fim de semana em Charlottesville, Virgínia, e das afirmações do presidente americano, Donald Trump, que culpou "os dois lados" pelos tumultos.

"O racismo, a xenofobia, o antissemitismo e a islamofobia estão envenenando nossas sociedades. Devemos combatê-los. Sempre. Em qualquer lugar", escreveu o ex-primeiro-ministro de Portugal.

Apesar de a mensagem não fazer referência a Trump, ela foi postada pouco depois da entrevista coletiva concedida por ele em Nova York.

Apelo

Especialistas de direitos humanos da ONU pediram aos EUA nesta quarta-feira, 16, que combatam a violência racial e a xenofobia crescentes no país e processem aqueles que cometem crimes de ódio.

"Estamos ultrajados com a violência em Charlottesville e com o ódio racial exibido por extremistas da direita, supremacistas brancos e grupos neonazistas", disseram especialistas independentes da ONU em um comunicado conjunto emitido em Genebra.

"Pedimos o processo e a punição adequada a todos os perpetradores e o pronto estabelecimento de uma investigação independente dos eventos. Atos de ódio e discursos de ódio racista devem ser condenados inequivocamente. Crimes de ódio devem ser investigados, e os perpetradores processados."

Os acontecimentos na Virgínia foram os "exemplos mais recentes" de racismo, discriminação racial, afrofobia, violência racista e xenofobia crescentes "observados em manifestações nos EUA", afirmaram os especialistas.

Incidentes recentes na Califórnia, Oregon, New Orleans e Kentucky demonstraram "a disseminação geográfica do problema", acrescentaram.

O comunicado foi divulgado por Sabelo Gumedze, presidente do grupo de trabalho de especialistas da ONU sobre povos de ascendência africana; Mutuma Ruteere, relator especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo; e Anastasia Crickley, presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial. / EFE e REUTERS

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