Após fechar fronteira, Coreia do Norte permite volta de 5 ao Sul

Na sexta-feira, eles não puderam atravessar a fronteira entre os dois países

EFE

14 de março de 2009 | 01h46

A Coreia do Norte permitiu neste sábado o retorno ao Sul de quatro estrangeiros e de um sul-coreano do complexo industrial de Kaesong, que não puderam atravessar a fronteira entre os dois países depois que Pyongyang voltasse a fechá-la.

 

Segundo a agência de notícias local "Yonhap", quase 400 empregados desse complexo industrial, a cerca de 70 quilômetros de Seul em território norte-coreano, tiveram que permanecer ali após o fechamento da fronteira, o segundo feito por Pyongyang na mesma semana.

 

Um sul-coreano que iria se casar, um australiano e três chineses chegaram esta manhã ao escritório de imigração da fronteira entre os dois países, segundo confirmou o Ministério da Unificação da Coreia do Sul.

 

"O Norte não nos disse se os demais voltariam", contou um oficial do Ministério citado pela "Yonhap", em referência aos 397 trabalhadores sul-coreanos que não conseguiram deixar Kaesong.

 

Cerca de 90 empresas sul-coreanas operam neste complexo industrial, símbolo da cooperação intercoreana, que reduziu suas operações devido às contínuas restrições do Norte em protesto contra a política do Governo conservador de Seul.

 

A tensão na fronteira aumentou após a Coreia do Norte anunciar, há duas semanas, que estava preparando o lançamento de um satélite, o que Seul reprova por acreditar se tratar de um teste com míssil.

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