REUTERS/Toby Melville
REUTERS/Toby Melville

Após fugir do marido, princesa da Jordânia pede proteção para os filhos

Haya pede a guarda das crianças e quer impedir que ex as submeta a casamentos arranjados

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 17h12

LONDRES - A princesa Haya Bint al Hussein, filha do falecido rei Hussein da Jordânia, pediu no Reino Unido uma medida protetiva contra assédio e ameaças após fugir do marido, o primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e xeque de Dubai, Mohammed bin Rashid al Maktoum.

O Tribunal Superior de Londres sediou nesta quarta-feira, 31, a segunda sessão da audiência que trata da custódia dos dois filhos do casal, que está em processo de divórcio. Segundo o tribunal, a princesa solicitou uma ordem de afastamento do emir de Dubai, com quem se casou em 2004, se transformando em sua sexta mulher e em mãe de 2 dos seus 23 filhos.

Além disso, Haya pediu à corte britânica uma ordem de proteção para que os filhos, Jalila, de 11 anos, e Zayed, de 7 anos, não possam se casar em uniões arranjadas pelo emir. A mulher, irmã do atual rei Abdullah II da Jordânia, quer que seus filhos permaneçam com ela na capital britânica, para onde se mudou este ano após escapar dos Emirados Árabes Unidos.

O julgamento provocou um furacão midiático no Reino Unido. A repercussão do caso ganhou ainda mais força pelo fato de as defesas de ambos serem conduzidas por duas das advogadas de família mais famosas do mundo.

Helen Ward, conhecida por trabalhar para Guy Ritchie em seu divórcio de Madonna, é quem defende o emir, de 70 anos, enquanto Fiona Shackleton, que representou o príncipe Charles em seu divórcio de Diana, lidera a defesa da princesa, de 45.

A fuga da princesa Haya lembra a da princesa Latifa al Maktoum, filha de outra das esposas do xeque de Dubai. Segundo a organização Human Rights Watch (HRW), a fuga foi frustrada no ano passado. Em maio de 2018, a ONG denunciou que Latifa estava sequestrada em um lugar desconhecido havia dois meses, após ser detida por forças dos Emirados Árabes perto da costa de Goa, na Índia, quando tentava fugir em um navio para o país. / EFE

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