Após Fukushima, Japão tem campanha de economia energética em 7 províncias

Ação será aplicada durante o verão japonês e espera-se que o consumo anual reduza entre 5% e 10%

Efe,

22 de junho de 2011 | 03h07

TÓQUIO - Sete províncias da região central do Japão iniciaram nesta quarta-feira, 22, campanhas de economia de energia depois de a crise na usina nuclear de Fukushima (nordeste do país) ter reduzido a provisão elétrica, informou a agência Kyodo.

 

As sete províncias que compõem a União da Região de Kansai, a segunda mais populosa do Japão, esperam que as medidas, que serão aplicadas durante o verão japonês, reduzam seu consumo anual entre 5% e 10%.

 

O governo provincial de Osaka, cuja capital é a terceira maior cidade do país, solicitou que empresas e particulares elevem a temperatura de seus aparelhos de ar-condicionado em um grau centígrado, enquanto na de Kioto, onde vivem mais de 2,5 milhões de pessoas, metade dos elevadores foram paralisados.

 

A província de Wakayama projeta suprimir as horas-extras injustificadas entre agosto e setembro, e a de Hyogo reduzirá o consumo elétrico em edifícios do governo da província.

 

Além disso, a Kansai Electric Power, empresa que monopoliza a provisão na região, pediu que as famílias reduzam o consumo em torno de 15% entre 1º de julho e 22 de setembro por não ter podido reiniciar alguns dos reatores nucleares que tinha em revisão após o desastre de 11 de março.

 

Outras elétricas do resto do Japão também solicitaram comedimento a empresas e famílias, já que depois do terremoto de março apenas 30 dos 54 reatores do país estão operando, segundo dados do Ministério da Indústria.

 

Nas áreas abastecidas por Tohoku Electric Power (nordeste) e Tokyo Electric Power Company (Tepco), proprietária da central de Fukushima, o problema forçou o governo a exigir aos grandes consumidores que reduzam seu consumo em 15% a partir de 1º de julho.

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