AFP PHOTO / Lionel CHAMOISEAU
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Após furacão, ajuda chega à Ilha de Dominica; em Porto Rico, população se apega à solidariedade

Porto-riquenhos tentam se recuperar da destruição causada pelas tempestades Irma e Maria, e buscam alimentos, pilhas, ferramentas e principalmente água

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 11h52

ROSEAU, DOMINICA - A ajuda começava a chegar na noite de quinta-feira 21 à pequena ilha caribenha de Dominica, onde o furacão Maria deixou 15 mortos e cerca de 20 desaparecidos.

Segundo o primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, todas as localidades da ilha sofreram impacto. "A maior urgência é a entrega de alimentos para as vítimas e os helicópteros para distribuí-los", disse à imprensa.

Um grupo de 68 bombeiros franceses, originários de Martinica e Guiana, chegou à ilha, informou o secretário geral da prefeitura de Martinica, Patrick Amoussou-Adéblé. "Fizemos reconhecimentos em helicóptero para avaliar a situação. Temos um navio de guerra da Marinha Nacional que está aqui" com a possibilidade de descarregar material e 40 toneladas de água para os afetados", explicou.   

A ilha de 72 mil habitantes foi atingida pelo furacão no dia 18 de setembro, quando Maria estava em sua potência máxima. Desde então, a ilha, que fica perto dos departamentos franceses de ultramar Martinica e Guadalupe, está praticamente isolada do mundo e várias cidades são acessíveis somente por mar ou helicóptero.

Porto Rico

O furacão Maria deixou uma paisagem de desolação total também em Porto Rico, que ainda tentava se recuperar do golpe sofrido há duas semanas com o ciclone Irma, o qual a população respondeu com solidariedade.

Em um percurso pelas principais ruas de San Juan, nota-se a falta de luz, os semáforos pendurados, as árvores e os postes da luz caídos, vidros quebrados e todo tipo de objetos pelas ruas inundadas em áreas da capital.

As pessoas buscavam desesperadamente restaurantes e cafeterias abertas, diante das portas ainda fechadas nos supermercados, onde antes a população buscou por alimentos, pilhas, ferramentas e água, em uma tentativa de se preparar para a chegada do furacão. População concentrou sua atenção precisamente na água, o que causou uma escassez do produto.

A má resposta do governo diante da devastação, provocada pela falta de recursos em razão da magnitude dos danos, foi respondida com a solidariedade do povo, que pôde ser visto nos bairros mais populares da capital, tentando ajudar uns aos outros.

A incapacidade das agências governamentais de ajudar seus cidadãos, fez com que grupos de moradores tomassem a iniciativa de limpar as ruas, diante do estado de degradação causado pela queda de árvores e postes de luz, que dificultavam o deslocamento pela capital porto-riquenha.

Até que chegue a ajuda do governo às áreas afetadas, as pessoas se apegam à solidariedade dos vizinhos como a melhor maneira de passar por um dos momentos mais difíceis da história recente de Porto Rico. / AFP e EFE

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