EFE/ EPA
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Após furacão Dorian, tempestade Humberto chega neste sábado às Bahamas

Ventos de até 100 km/h são esperados e fortes chuvas podem provocar inundações nas ilhas

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2019 | 07h42

As devastadas ilhas do norte das Bahamas enfrentam uma nova tempestade tropical neste sábado, 14, potencialmente complicando os esforços de socorro necessários para o arquipélago destruído após o furacão Dorian.

O anúncio do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) veio depois de ter alertado no início da sexta-feira, 14, que uma crescente depressão tropical estava se encaminhando para as mesmas ilhas atingidas por Dorian na semana passada.

A tempestade, apelidada de Humberto, deve se transformar em um furacão, movendo-se muito perto do noroeste das Bahamas no sábado, antes de mudar para a costa da Flórida após o fim de semana, disse a meteorologista de Miami.

A porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências das Bahamas (NEMA), Carl Smith, alertou que a tempestade poderia ter um impacto nos esforços de socorro e recuperação nas ilhas.

"O sistema climático desacelerará a logística", disse Smith em entrevista coletiva em Nassau, capital das Bahamas. "Combustível e água continuam sendo as maiores necessidades da Abaco."

A tempestade Humberto estava gerando ventos de 64 km/h, disse o NHC, e era esperado que se tornasse um furacão em dois ou três dias.

"Ventos de até 100 quilômetros por hora são esperados e fortes chuvas podem provocar inundações nas ilhas já saturadas", disse Trevor Basden, diretor do Departamento de Meteorologia.

O anúncio de que mais uma tempestade devastaria as Bahamas ocorreu quando o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou sobre os perigos das mudanças climáticas durante uma visita ao arquipélago atingido por furacões.

Guterres disse em um tweet que havia chegado às Bahamas para expressar solidariedade ao povo das Bahamas. Também disse que ouviu histórias comoventes de pessoas que perderam seus entes queridos e também ficou emocionado com o trabalho de quem participa da ajuda humanitária.

Ele disse que 75% de todos os edifícios foram destruídos em algumas áreas por Dorian, uma tempestade de categoria 5.

"Os hospitais estão em ruínas ou sobrecarregados", disse Guterres. "As escolas foram transformadas em escombros. Milhares de pessoas continuarão precisando de ajuda com comida, água e abrigo".

Ele disse que o furacão demonstrou a necessidade de lidar com as mudanças climáticas.

A Agência Nacional de Gerenciamento de Emergências das Bahamas aumentou o número de mortos de 50 para 52 - embora as autoridades tenham dito que esperam que ele aumente significativamente.

O ex-primeiro ministro Hubert Ingraham disse no início desta semana que temia que o número final de mortos pudesse estar nas centenas.

O porta-voz da NEMA Smith afirmou que cerca de 1.300 pessoas continuavam desaparecidas.

Ele disse que 71 pessoas estavam hospedadas em abrigos na ilha de Grand Bahama e 2.037 em abrigos em New Providence, onde a capital de Nassau está localizada. / AFP

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