EFE/DAVID FERNÀNDEZ
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Após grande marcha, Casa Rosada pede diálogo a sindicatos 

Horas depois da mobilização, foi confirmado um encontro do gabinete com Pablo Micheli e Hugo Yasky, comandantes da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA)

Rodrigo Cavalheiro CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2016 | 13h42

O ministro do Trabalho argentino, Jorge Triaca, convocou para esta semana uma reunião com os líderes sindicais que comandaram na sexta-feira o maior protesto contra o governo de Mauricio Macri. A primeira reação de Triaca ao ato que reuniu dezenas de milhares na Praça de Maio, depois de marchas de cinco pontos do país, havia sido classificá-lo como “político e ideológico”. 

Horas depois da mobilização, foi confirmado um encontro do gabinete com Pablo Micheli e Hugo Yasky, comandantes da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA). Ambos planejam convocar uma greve geral para pressionar o governo a recuar no ajuste cuja parte mais impopular é um tarifaço que aumentou algumas contas de luz, água e gás em até 10 vezes. 

“Ou muda a política econômica ou aqui vai ter luta com greves e mobilizações em todo o país”, disse Micheli, líder da CTA Autônoma.

A principal reivindicação dos trabalhadores é a reabertura da renegociação salarial, que na Argentina depende do aval do Estado. As categorias acertaram reajustes entre março e abril tendo como referência uma meta de inflação anual de 25%. Como o índice ficará acima dos 40%, exigem atualização. O governo sustenta que a inflação já diminuiu de ritmo e o índice de agosto ficará abaixo de 2%. A Casa Rosada não pretende aceitar reajustes salariais e deve oferecer uma revisão do imposto sobre a renda. 

Macri. O presidente argentino busca na reunião do G-20 na China investimentos que permitam reverter o quadro econômico. O FMI prevê queda de até 1,5% no PIB em 2016 e crescimento de 2,8% em 2017. 

“Convidamos todo o mundo a investir, a participar dessa transformação para ser um grande exportador de alimentos elaborados, não só de grãos, e desenvolver a mineração e a energia renovável”, afirmou neste sábado, 3, a empresários. Macri teve antes uma reunião bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, na qual pediu o reequilíbrio da balança comercial, favorável aos chineses em US$ 6 bilhões.

 

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