AFP PHOTO / Justin TALLIS AND Paul FAITH
AFP PHOTO / Justin TALLIS AND Paul FAITH

Após incêndio, assinatura de acordo entre partidos de May e norte-irlandeses deve ser adiada

Pacto para aumentar a força parlamentar da premiê britânica após o revés na eleição da semana passada seria fechado nesta quarta

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 10h34

LONDRES - A assinatura de um acordo político entre o Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, e os norte-irlandeses do DUP (Unionista Democrátio da Irlanda do Norte) que deveria ocorrer nesta quarta-feira, 14, deve ser adiada em razão do incêndio de grande proporção que atingiu um edifício da capital britânica, deixando ao menos seis mortos e 74 feridos. 

"Acredito que seja pouco provável que haja um anúncio. Mas continuamos negociando com o governo", declarou um porta-voz do DUP. Ainda não há informação sobre um possível adiamento do início das negociações do Brexit - previsto para o dia 19.

May disse estar "profundamente entristecida" pela trágica "perda de vidas" no incêndio da Torre Grenfell e convocou uma reunião com responsáveis por contigência para coordenar a resposta ao "desastre".

"Os pensamentos da primeira-ministra estão com todos os afetados por este terrível incidente e com os serviços de emergências, que trabalham incansavelmente nestas circunstâncias", disse um porta-voz de Downing Street. 

Brexit.

O Partido Conservador retomou nesta quarta as conversas sobre um acordo para aumentar sua força no Parlamento, enquanto May enfrenta uma batalha a respeito de sua estratégia para a desfiliação britânica da União Europeia, o Brexit, a poucos dias do início das conversas formais de separação.

A aposta eleitoral fracassada de May a deixou tão enfraquecida que sua estratégia para o Brexit passou a ser debatida publicamente dentro de seu próprio partido, e dois ex-premiês lhe pediram para suavizar sua abordagem.

É cada vez maior a pressão para que May mude de curso no tocante ao tipo de Brexit que seu país deve buscar. O jornal The Times noticiou que o ministro das Finanças, Philip Hammond, induzirá May a não retirar o país da união alfandegária, um arranjo que garante um comércio livre de tarifas dentro do bloco, mas proíbe que seus membros fechem acordos comerciais com terceiras partes.

O jornal não citou suas fontes e o Ministério das Finanças não quis comentar, mas a reportagem ilustrou o desafio que May irá enfrentar nos dias restantes até o início das negociações: encontrar uma posição que satisfaça tanto as facções pró-Europa quanto eurocéticas de sua sigla. /AFP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.