Marco Bello/REUTERS
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Após inspeção, edifício é esvaziado na mesma região da Flórida onde prédio desabou

Após inspeção, edifício é esvaziado na mesma região da Flórida onde prédio desabou

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 22h55

MIAMI - A cidade de North Miami Beach, no condado de Miami-Dade, ordenou nesta sexta-feira, 2, o esvaziamento imediato de um prédio ao norte do condomínio que colapsou em Surfside, depois que as autoridades disseram que a estrutura foi considerada "estrutural e eletricamente insegura" em meio a uma revisão urgente em toda a cidade.

"É a coisa certa a se fazer nesses tempos", disse o gerente da cidade, Arthur Sorey III, a repórteres, enquanto as pessoas saíam do prédio a cerca de 20 minutos de carro das ruínas do condomínio Champlain Towers South, onde equipes de resgate procuram vítimas e sobreviventes.

Crestview Towers - um edifício de 10 andares e 156 unidades construído em 1972 - é a primeira torre a soar alarmes depois que o colapso de Surfside levou North Miami Beach a lançar uma revisão de todos os edifícios de condomínio com mais de cinco andares, verificando sua segurança e conformidade com o processo de recertificação local. Conforme o sol se punha, os residentes do prédio ainda estavam saindo, puxando as bagagens, colocando travesseiros e bicicletas nos carros, enquanto os moradores da Flórida se preparavam para o furacão Elsa.

"Lá em cima, os vizinhos estão chorando", disse Karina Sobrino, de 45 anos, dona de duas unidades no prédio. "Porque muitos deles não têm família. Não têm onde ficar."

Autoridades disseram que o prédio foi fechado por "excesso de cautela" enquanto uma avaliação completa é realizada. O Crestview Towers deveria estar em processo de recertificação, disse Sorey, mas "não cumpriu" e enviou um relatório problemático datado de 11 de janeiro para a cidade na tarde desta sexta-feira.

"Muitos residentes estão chateados. Mas todos entendem por que temos que fazer isso", disse Sorey. "À luz do furacão que vem em nossa direção, pelo menos sabemos que as pessoas estarão seguras", acrescentou.

Mariel Tollinchi, uma advogada que representa a associação de condomínios, disse que o grupo não está convencido de que o relatório que considera o edifício inseguro seja preciso e solicitou uma segunda revisão.

O conselho, formado por um grupo de residentes, achou que o relatório de janeiro foi submetido à prefeitura pelo engenheiro que o escreveu e não comprovou que o prédio não estava em conformidade com o processo de recertificação.

Ela disse que eles têm feito reparos nos últimos dois anos e que os reparos recomendados custariam cerca de US $ 10 milhões, o que eles consideram excessivamente alto. "Não há como um proprietário desembolsar US $ 100 mil para fazer reparos em sua casa."

A tragédia no edifício Champlain Towers South, que desabou em 24 de junho, causou ao menos 22 mortes. A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, autorizou a demolição da parte do edifício que ficou de pé.

Em declarações à CNN, ela disse que a demolição não acontecerá antes da possível chegada do furacão Elsa a Miami-Dade, esperada no início da próxima semana. /WP e EFE

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