Após libertação, Polícia decide vigiar o 'taleban australiano'

David Hicks é proibido de deixar o país, usar telefone celular e vender sua história para a imprensa

EFE

21 de dezembro de 2007 | 01h57

Um tribunal federal decretou nesta sexta-feira, 21, a restrição de movimentos de David Hicks, o "taleban australiano" que sairá da prisão na próxima semana, devido ao "risco de participação de atos terroristas".   A ordem do juiz Warren Donald obriga Hicks a se apresentar três vezes por semana à Polícia. Ele foi proibido de sair da Austrália e de usar telefone celular.   Os advogados de Hicks, de 32 anos, não recorreram da decisão. O seu cliente também foi proibido de vender a sua história à imprensa e de obter ganhos comerciais com a sua publicação.   Hicks, que se declarou culpado de apoiar o terrorismo, foi condenado a sete anos de prisão na Austrália no dia 30 de março. Mas, como tinha cumprido mais de cinco anos na base militar americana em Guantánamo (Cuba), será libertado no fim de dezembro.   Os advogados de Hicks acertaram com a Promotoria uma condenação reduzida em troca de seu cliente se declarar culpado e não falar com nenhum meio de comunicação durante um ano.   Nascido em Adelaide e pai de dois filhos, Hicks foi capturado no Afeganistão em dezembro de 2001 e entregue aos militares americanos por uma recompensa de US$ 1 mil.

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