JUAN MABROMATA / AFP
JUAN MABROMATA / AFP

Após mais de 600 mortes por covid-19, Argentina amplia quarentena em Buenos Aires até 28 de junho

Anúncio foi feito pelo presidente Alberto Fernández nessa quinta-feira, 4; províncias como Río Negro e Córdoba também permanecem em isolamento

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2020 | 07h43

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, ampliou a quarentena obrigatória nas grandes zonas de transmissão do novo coronavírus até o dia 28 de junho. De acordo com o anúncio do presidente, 5, áreas como a capital, Buenos Aires, e sua região metropolitana continuarão em isolamento social, enquanto outras regiões vão evoluir para uma fase de distanciamento. O país bateu o recorde diário de mortes nesta quinta-feira, 4, com 25 baixas, o que elevou o número de mortos no país para 608.

Segundo o Ministério da Saúde da Argentina, 929 novos casos também foram confirmados no país, que alcançou a marca de 20.197 diagnósticos da doença. Do total de mortes registradas nas 24 horas, 23 foram em Buenos Aires.

"Todos queremos voltar à nossa vida e ao nosso ritmo habitual o mais rápido possível, mas esta é a realidade", disse Fernández durante uma entrevista coletiva, acompanhado pelo chefe de governo da capital, o opositor Horacio Rodríguez Larreta, e pelo governador da província de Buenos Aires, o peronista Axel Kicillof.

"O que estamos fazendo é cuidando de nós mesmo e também dos outros", disse o presidente, que apontou que a região metropolitana de Buenos Aires, onde vivem cerca de 13 milhões de pessoas, concentram 90% dos casos confirmados da doença no país.

Apesar do aumento recente de casos em Buenos Aires, e com a situação delicada principalmente nos bairros mais vulneráveis, Fernández reforçou que a Argentina é um dos países menos afetados na América do Sul. "Seguimos afirmando que, com os resultados que estamos obtendo, comparado com a região, seguem sendo resultados alentadores", declarou, ao pontuar que o número de casos confirmados é de 42,5 para cada 100 mil habitantes, e a proporção de mortos é de 12,8 para cada 1 milhão de argentinos.

Além de Buenos Aires e arredores, os focos de preocupação pela quantidade de contágios para o governo argentino se concentra nas províncias de Córdoba (na região central do país), Chaco (Norte), Río Negro (sul) e Trelew (sul). Nesses lugares, onde a contaminação local, a quarentena também continuará até 28 de junho.

Fim do isolamento

No mesmo anúncio que ampliou o prazo de quarentena obrigatória, o presidente também informou que 18 províncias argentinas não têm mais circulação comunitária do novo coronavírus. Em área, isso corresponderia a 85% do país, segundo Fernández. Para estas localidades, o isolamento social preventivo e obrigatório será encerrado no dia 7 de junho.

Com o fim do isolamento obrigatório, as regiões entraram em uma etapa denominada pelo presidente como "distanciamento social preventivo e obrigatório", no qual os comércios e indústrias poderão reabrir sem distinção entre essenciais e não essenciais.

Segundo Fernández, qualquer pessoa poderá realizar suas atividades, desde que respeite uma distância de segurança de dois metros. Além disso, estão autorizadas reuniões com até 10 pessoas em locais fechados. O  uso de máscaras segue obrigatório e se exigirá um cuidado com a ventilação dos ambientes e higiene das superfícies. 

"Estamos dando um novo passo que favorece para que o país retome sua economia", destacou. No entanto, em nenhuma região da Argentina, poderão ser realizados eventos públicos ou privados com mais de 10 pessoas. Também segue proibida a circulação de pessoas entre as regiões uma vez que o presidente revelou que, em conversas que manteve com governadores, foi informado que os casos isolados em algumas províncias foram contágios provocados por vizinhos que voltam de zonas de risco./ EFE

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