Jason Lee/Reuters
Jason Lee/Reuters

Após manobras militares, Coreia do Sul convoca reunião de segurança

Sessão do Conselho de Segurança Nacional revisará procedimentos de defesa do país

Efe e Reuters

21 de dezembro de 2010 | 02h32

SEUL - O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, convocou nesta terça-feira, 21, uma reunião do Conselho de Segurança Nacional (CSN) do país para debater as medidas de defesa sul-coreanas. A convocação é feita um dia depois de manobras militares com fogo real perto da fronteira com a Coreia do Norte.

 

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Uma porta-voz do gabinete presidencial disse à agência sul-coreana Yonhap que a sessão irá revisar as medidas de segurança do país e a eventual ampliação das funções do Centro de Gestão de Crises do governo.

 

O CSN é um mecanismo presidencial de consultas sobre assuntos de segurança nacional e política exterior que reúne o chefe de Estado, o primeiro-ministro, os ministros do Exterior, Defesa e União e o responsável pelos serviços de Inteligência. É a quinta reunião do Conselho de Segurança Nacional que convoca Lee desde que ele assumiu a presidência, em fevereiro de 2008.

 

Sua última sessão foi em maio passado depois do naufrágio do navio sul-coreano Cheonan, no qual morreram 46 tripulantes. Seul atribui o incidente a Pyongyang, ainda que o regime comunista negue o fato.

 

Na segunda-feira, 20, a Coreia do Sul fez manobras com fogo real nas águas do Mar Amarelo (Mar Ocidental) perto da ilha de Yeonpyeong, que em 23 de novembro foi atacada pela Coreia do Norte. Na ocasião, quatro foram mortos.

 

Impasse nuclear

 

A Coreia do Norte permitirá a entrada dos inspetores da Agência de Energia Atômica (AIEA) no país para assegurar que Pyongyang não está processando urânio enriquecido, disse Bill Richardson, governador do estado norte-americano do Novo México, ao deixar Pyongyang nesta terça-feira, 21.

 

"Eles mostraram um certo pragmatismo em não proceder com retaliação", disse Richardson a repórteres após chegar em Pequim da capital norte-coreana, onde esteve em viagem privada procurando mediar a tensão.

 

A Coreia do Norte mostrou reconhecer que eles "se moveram muito negativamente contra as negociações", ele acrescentou.

 

A Coreia do Norte voltou atrás no confronto após o "imprudente" teste militar do Sul nesta segunda-feira, 20, e demonstrou abertura para novas inspeções nucleares, o que é visto por Washington como uma atitude prudente.

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