Após matar 77, Al-Shabab prometem mais atentados em Uganda

Líder do grupo islâmico diz que ataques de domingo foram apenas 'o início de uma vingança'

Efe

15 de julho de 2010 | 15h30

MOGADISCIO - O líder do grupo radical islâmico Al-Shabab, Ahmed Abdi Aw-Mohamud Godane, aplaudiu nesta quinta-feira, 15, os terroristas suicidas que mataram 77 pessoas em Uganda no domingo, e ameaçou realizar mais ataques no país.

 

Abu Zubeyr, como também é conhecido, disse que os ataques contra um clube de rúgbi e um restaurante foram realizados pela Brigada Salah Alnabhani, do próprio grupo terrorista somali. O Al-Shabab tem ligação com a rede terrorista Al-Qaeda.

 

"Felicito a brigada de nosso mártir Salah Alnabhani, que completou com sucesso um ataque santo em Uganda", disse Godane, em mensagem gravada e divulgada pela imprensa da Somália.

 

Segundo ele, o ataque é o começo de uma campanha de vingança. "As forças ugandenses nos bombardeiam diariamente em Mogadiscio matando nossos irmãos e irmãs, destruindo nossas casas e se negando a deixar-nos em paz. Agora, eles também não terão paz", ameaçou. O líder do Al-Shabab prometeu mais ataques em Uganda, Burundi e "qualquer outro país que envie tropas à Somália".

 

Uganda e Burundi são, até agora, os únicos países que cedem tropas à missão da União Africana na Somália (Amisom), em apoio ao governo de transição, que conta com o apoio da comunidade internacional e que o Al-Shabab tenta derrubar.

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