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Stephanie Lecocq/Pool via REUTERS
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Após mobilização de tropas russas na fronteira, Ucrânia pede urgência no processo de adesão à Otan

Presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, acredita que movimentação é 'única maneira de acabar com a guerra em Dombass'

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2021 | 22h00

KIEV - O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, pediu nesta terça-feira, 6, à Otan que acelere o processo de adesão de seu país à aliança militar. O pedido de urgência do governo ucraniano foi feito após a Rússia mobilizar tropas na fronteira com o país. 

Zelenski conversou nesta terça-feira com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Nos últimos dias, ele vem correndo contra o tempo para convencer países aliados de que a Ucrânia precisa de proteção. O objetivo de Moscou, ao aumentar a presença de soldados na fronteira, ainda não é claro. A Rússia garante que a mobilização “não representa uma ameaça”.

Analistas, no entanto, estão preocupados com a escalada da tensão na região, principalmente após as declarações do presidente americano, Joe Biden, que disse a repórteres que o presidente russo, Vladimir Putin, era “um assassino”. 

Moscou protestou imediatamente contra o pedido. A possível adesão da Ucrânia à OTAN é uma provocação que Kiev lança ao Kremlin há muito tempo. 

"A Otan é a única maneira de acabar com a guerra em Dombass", o território do leste do país em conflito com separatistas pró-russos, afirmou Zelenski em um tuíte dirigido ao secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, após uma reunião por telefone.

O presidente ucraniano prometeu avançar nas reformas do Exército necessárias para se unir ao grupo, "mas somente as reformas não vão deter a Rússia", afirmou. Segundo ele, o plano de ação para a adesão enviaria "um sinal real" à Rússia.

O Kremlin afirma que a iniciativa agravaria o conflito entre separatistas pró-russos e as forças ucranianas."Duvidamos muito de que isso possa ajudar a Ucrânia a resolver seu problema interno. Do nosso ponto de vista, isso vai piorar ainda mais a situação", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

Stoltenberg expressou sua "séria preocupação com as atividades militares da Rússia na Ucrânia", concordando com as declarações dos Estados Unidos, do Reino Unido e da União Europeia (UE).

"Pedimos à Rússia que esclareça suas intenções sobre toda essa massa de forças ao longo da fronteira", anunciou o porta-voz do Pentágono, John Kirby, nesta terça-feira.

No entanto, um responsável da Otan, que pediu anonimato, reduziu as expectativas de uma adesão rápida da Ucrânia, ao afirmar à Agência France-Presse que Kiev deve "focar em suas reformas e reforçar sua capacidade de defesa conforme as normas" da Aliança.

Nesta terça-feira, o exército ucraniano anunciou a morte de quatro soldados após uma série de confrontos nas últimas 48 horas. Desde o início do ano, 25 soldados morreram, a metade do total no ano de 2020.

Nas posições ucranianas perto de Avdivka, a pouco quilômetros da cidade separatista de Donetsk, militares ucranianos declararam à Agência France-Presse que estão dispostos a responder em caso de ataque. /AFP

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