Após morte de Kim Jong-il, Japão teme instabilidade regional

O Japão se preparava para o inesperado nesta segunda-feira, depois da notícia da morte do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il,

RIE ISHIGURO E LEIKA KIHARA, REUTERS

19 de dezembro de 2011 | 09h41

"Eu emiti três ordens, que são para fortalecer nossa capacidade de reunir inteligência, cooperar com autoridades dos Estados Unidos, da Coreia do Sul e da China, e estar prontos para enfrentar o inesperado", disse o primeiro-ministro Yoshihiko Noda a jornalistas.

"Não podemos permitir que a morte de Kim prejudique a paz e a estabilidade na península coreana."

Ministros que estavam reunidos para discutir questões de segurança nesta segunda-feira não chegaram a uma conclusão sobre se o nível de alerta deveria ser aumentado para as forças militares japonesas.

Ainda assim, o governo enfrenta um ano tenso, enquanto Noda e prepara para visitar a China e concluir políticas importantes para a economia doméstica, como o orçamento para o ano fiscal que começa em abril e o aumento nos impostos para cobrir os gastos de bem-estar social.

"Dei ordens para que cada departamento dentro do ministério faça o máximo para coletar informações e se manter vigilante e atento", disse o ministro da Defesa, Yasuo Ichikawa, segundo o porta-voz do ministério.

O secretário-chefe de gabinete, Osamu Fujimura, ressaltou a importância de estar alerta aos riscos relacionados à sucessão. No momento, não temos confirmação sobre o sucessor, mas estamos observando atentamente. Segundo a declaração da Coreia do Norte, eles aceitarão condolências entre 20 e 27 de dezembro e o enterro será realizado em 28 de dezembro, em Pyongyang", afirmou.

Kim morreu de um ataque cardíaco no sábado enquanto viajava de trem, de acordo com a mídia estatal nesta segunda-feira. A morte levanta o temor sobre quem irá comandar o país e seu polêmico programa nuclear.

Kim Jong-un, filho mais jovem de Kim Jong-il, foi nomeado pela agência estatal de notícias KCNA como "grande sucessor" de seu pai.

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