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Após morte de Kim, premiê do Japão pede 'preparação para o inesperado'

Em reunião especial, Noda pediu a ministros atenção com assuntos financeiros, domésticos e de fronteira

Reuters,

19 de dezembro de 2011 | 03h21

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, disse a ministros nesta segunda-feira, 19, que se preparem para qualquer circunstância inesperada, incluindo uma crise financeira ou questões fronteiriças, depois do anúncio da morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il. Noda teve uma reunião especial de segurança com seu gabinete depois que a TV estatal de Pyongyang anunciou a morte.

 

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O chefe de gabinete japonês, Osamu Fujimura, disse ainda que o país trabalharia com Estados Unidos, China e Coreia do Sul na "busca de mais informações". Não se sabe ao certo como a morte de Kim Jong-il pode repercutir interna e externamente, mas os primeiros efeitos foram sentidos com a queda de bolsas na região.

 

"O primeiro-ministro Noda instruiu ministros na reunião de segurança para se preparar para o inesperado, incluindo assuntos financeiros, questões domésticas da Coréia do Norte e assuntos de fronteira", afirmou Fujimura em uma coletiva de imprensa.

 

Segundo ele, não houve consenso entre os ministros com relação à decisão de subir o nível de alerta do Exército do Japão por conta da morte do líder vizinho. Contudo, de acordo com Fujimora, o assunto

poderia ser abordado em novas reuniões. "No momento, não temos confirmação sobre o sucessor, mas estamos acompanhando de perto".

 

Pyongyang disse que um período de luto no país ocorreria até o dia 27, terça-feira da próxima semana, e que o funeral seria realizado no dia seguinte na capital. "Precisamos prestar atenção aos riscos relacionados com a sucessão", declarou o ministro.

 

Kim Jong-il morreu em virtude de um ataque cardíaco no sábado, enquanto viajava de trem, de acordo com a TV estatal local, que fez o anúncio apenas na manhã desta segunda-feira (horário local, madrugada em Brasília). A morte dele gera preocupação sobre quem estaria no controle do país, uma das ditaduras mais fechadas, e de seu programa nuclear.

 

Tóquio e Pyongyang não têm relações diplomáticas. Os dois países vivem uma relação tensa desde a ocupação japonesa da península coreana. O Japão vê com preocupação o programa de mísseis e a corrida nuclear da Coreia do Norte.

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