Muhammad Hamed/Reuters
Muhammad Hamed/Reuters

Após morte de piloto, EUA reforçam times de resgate

Decisão, ainda não oficial, foi tomada depois que os Emirados Árabes Unidos disseram que não participariam mais dos bombardeios da coalizão internacional se não fossem fortalecidos os times de busca e salvamento

O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 07h00

WASHINGTON - As Forças Armadas dos Estados Unidos moveram equipes de busca e salvamento para o norte do Iraque nos últimos dias, em uma resposta ao assassinato de um piloto jordaniano capturado pelo Estado Islâmico, fontes do Pentágono disseram nesta quinta-feira, 5. A ação é uma tentativa de diminuir o tempo resgate de soldados em combate. A fonte militar falou em condição de anonimato por não estar autorizado a dar declarações sobre a decisão, ainda não anunciada oficialmente. 

Os militantes do Estado Islâmico têm defesas aéreas limitadas e o governo sírio não tem desafiado os EUA ou a coalizão internacional que sobrevoa seu território, realizando bombardeios aéreos. No entanto, pilotos de combate encaram o risco de serem derrubados nas linhas inimigas, ainda que sejam treinados em coordenação com os times de resgate. 

Pilotos dos EUA estão sobrevoando em missões sobre a Síria diariamente a partir das bases na região. Nações parceiras, incluindo Jordânia, Arábia Saudita e Bahrein, voam com menos frequência. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam sua participação nos bombardeios aéreos em dezembro, logo depois que o F-16 do piloto jordaniano Moaz al-Kasasbeh foi derrubado e capturado, no dia 24 daquele mês.

No entanto, o país deixou em aberta possibilidade de voltar com os voos e bombardeios se os EUA reforçassem os esforços de busca. Segundo uma fonte militar americana, antes de retomar os bombardeios, as autoridades dos Emirados querem também que os EUA passem a usar a aeronave multitarefa V-22, capaz de resgatar até helicópteros. 

Kasasbeh foi mantido em cativeiro e, depois, executado. Na terça-feira, o Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostra o militar queimando vivo dentro de uma jaula. 

Segundo a fonte americana, os EUA têm minimizado o impacto da decisão dos Emirados e se concentrado da determinação da Jordânia de endurecer os combates contra os extremistas. As Forças Armadas da Jordânia declararam nesta quinta-feira ter lançado uma nova rodada de bombardeios contra alvos do grupo na Síria. 

Os EUA dizem que a coalizão internacional inclui mais de 60 países, com diferentes papéis. Eles estão divididas em ataques militares, apoio humanitário, propaganda e cerco ao financiamento do Estado Islâmico. / AP e REUTERS 

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