Após morte de refém, Seul envia assessor ao Afeganistão

Coréia do Sul intensifica esforços para libertar 22 voluntários cristãos mantidos reféns pelo Taleban

SAMAR ZWAK, REUTERS

26 Julho 2007 | 11h24

A Coréia do Sul mandou um enviado seu ao Afeganistão, nesta quinta-feira, 26, a fim de intensificar os esforços para libertar 22 voluntários cristãos mantidos reféns pelo TalebanA decisão sobre o envio do representante surgiu depois de os rebeldes terem matado o líder do grupo religioso.Um porta-voz do Taleban afirmou que, apesar do esgotamento de um prazo estipulado pelos militantes, os reféns ainda continuavam bem."Eles estão em segurança e vivos", disse à Reuters por meio de um telefonema Qari Mohammad Yousuf, porta-voz do Taliban. O governo afegão, segundo Yousuf, "nos deu esperanças de que a questão venha a ser resolvida pacificamente".O governo sul-coreano mandou ao Afeganistão seu principal assessor da área de segurança nacional, Baek Jong-chun, em meio a esforços para aumentar a coordenação com o governo afegão nas negociações realizadas com vistas a libertar os sul-coreanos.Baek deve desembarcar no país na sexta-feira, o que significaria que o Taleban pode esperar até ao menos esse dia a fim de avaliar as propostas da Coréia do Sul, caso o assessor leve efetivamente alguma proposta.Os reféns, entre os quais 18 mulheres, foram tirados de dentro de um ônibus na semana passada, na Província de Ghanzi. O governador de Ghanzi, Mirajuddin Pathan, pediu ao Taleban que libertasse ao menos as mulheres."Manter mulheres como reféns é algo que nunca aconteceu na história do Afeganistão", afirmou o governador.Segundo Pathan, o grupo rebelde havia entregado ao governo afegão uma lista dos prisioneiros que deseja ver libertados em troca dos reféns.O Taleban afirmou que o governo tinha até as 20h30 de quarta-feira (17h30 em Brasília) para aceitar a troca de prisioneiros pelos reféns. Mas o prazo esgotou-se sem que os sequestradores se manifestassem.O general Ali Shah Ahmadzai, chefe de polícia na Província de Ghanzi, onde são mantidos os 22 reféns, afirmou à Reuters que o governo deseja ansiosamente retomar as negociações.O destino dos 22 voluntários cristãos pareceu mais incerto durante a noite de quarta para quinta-feira, quando os rebeldes mataram um refém e jogaram o corpo dele perto do local onde o grupo havia sido sequestrado, na semana passada.A vítima seria o líder do grupo religioso, Bae Hyung-kyu, um pastor que completou 42 anos no dia em que foi morto.O Taleban, inicialmente, havia pedido a retirada dos 200 militares sul-coreanos estacionados no Afeganistão. Mas o país asiático pretende realizar essa manobra de toda forma, no final do ano.O presidente afegão, Hamid Karzai, prometeu não mais trocar prisioneiros por reféns. Karzai viu-se duramente criticado após libertar cinco membros do Taleban a fim de salvar um repórter italiano.

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