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Após Nice, Hollande quer ampliar estado de exceção por seis meses

Horas antes do ataque, ele dissera que o alerta - implementado após os atentados de novembro - estava perto do fim

O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2016 | 18h51

LISBOA - O presidente da França, François Hollande, disse nesta terça-feira, 19, que está aberto a estender o estado de emergência no país por seis meses, após ataque em Nice que deixou 84 mortes. Horas antes do ataque, ele dissera que o alerta - implementado após os atentados de novembro - estava perto do fim. 

O governo francês, que enfrenta acusações por falta de prevenção ao ataque da semana passada, pediu a parlamentares nesta terça-feira que ampliem o período de emergência para que a polícia tenha mais poderes de busca e apreensão.

“Quando ocorreu o ataque (de Nice), que ainda não sabíamos se ia ter réplicas, era minha responsabilidade, do governo e do parlamento franceses prolongar o estado de emergência por três meses. Ainda estamos pensando em outros três meses de prolongamento”, disse Hollande durante visita a Portugal.

O presidente francês garantiu que sua prioridade é proteger os franceses e depois os europeus, mas disse que em nenhum caso aprovará medidas que irão contra a Constituição francesa.

Hollande declarou o estado de exceção após os atentados de Paris de 13 de novembro de 2015, nos quais 130 pessoas morreram. “Não buscaremos outras medidas contrárias à ordem constitucional, que poderiam deixar a França em uma situação fora do marco democrático”, acrescentou o presidente. 

O chefe do Estado francês defendeu a defesa e a segurança das fronteiras não para retroceder, mas para viver em conjunto e agradeceu o apoio oferecido por Portugal.

“O terrorismo quer nos separar, querem criar medo e nos dividirmos como nação. Temos que estar juntos”, disse, considerando que é possível proteger o país sendo conscientes de valores como a liberdade.

Hollande destacou que, embora o problema do terrorismo afete muitos países, a França está sofrendo mais por “ser símbolo da liberdade”. /EFE

 

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