Jerome Favre/EFE/EPA
Jerome Favre/EFE/EPA

Após novos casos de covid, Hong Kong fecha karaokês e bares 

Há quase um ano, o território proibiu reuniões de grandes grupos e fechou setores de sua economia, devido a picos de contágio, o que limitou os casos a cerca de 6 mil, e as mortes, a 109, para uma população de 7,5 milhões de habitantes

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2020 | 19h22

HONK KONG - Hong Kong reinstaurou, nesta segunda-feira, 30, novas restrições a seus habitantes para tentar conter a quarta onda de contágios de coronavírus que abala o território semi-autônomo. 

A partir de quarta-feira, 2, o governo local limitará reuniões a não mais de duas pessoas, fechará bares de karaokê e salas de mahjong (um jogo de tabuleiro chinês) e pediu que a maioria dos servidores civis trabalhe em casa. 

As medidas se somam às restrições anunciadas no domingo, que encerrarão o ensino presencial nas escolas pelo restante do ano, também a partir de 2 de dezembro.

Há quase um ano, Hong Kong proibiu reuniões de grandes grupos e fechou setores de sua economia, devido a picos de contágio. Isso limitou os casos a cerca de 6 mil, e as mortes, a 109, para uma população de 7,5 milhões de habitantes.

Nos últimos dias, porém, os contágios diários subiram para mais de 100, obrigando as autoridades a reimpor as rígidas restrições da primavera e do verão. 

"Esta nova onda chegou muito rápido a Hong Kong", disse a executiva-chefe da região, Carrie Lam, à imprensa. 

Em torno de 170 mil funcionários públicos trabalharão de forma remota, a menos que sua presença física seja essencial. Carrie Lam pediu ao setor privado que siga essa medida.

O parque temático Ocean Park e a Disneylândia também baixarão as portas, disse a secretária para os Alimentos e a Saúde, Sophia Chan.

“Será muito crítico nas próximas duas semanas”, disse Lam. “Espero que o povo de Hong Kong consiga continuar sendo tolerante.”

Academias de ginástica e centros esportivos continuarão abertos, mas só com duas pessoa por vez no máximo, e salões de massagem e de beleza permanecerão em operação, mas também com rígidos limites de capacidade, como  anunciou o governo.

Os horários de atendimento dos restaurantes ficarão restritos e com um máximo de duas pessoas por mesa. 

Os bares de Hong Kong já estão fechados, mas alguns estão tentando driblar as regras proporcionando pratos e talheres a clientes sob a alegação de que estão jantando./AFP e REUTERS

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