REUTERS/Jason Bean
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Após passar 9 anos na prisão, O.J. Simpson consegue liberdade condicional 

Ex-jogador de futebol americano havia sido condenado a 33 anos de prisão por participar de um roubo e sequestro, em 2007, de dois colecionadores de itens esportivos; ele deixará a prisão no dia 1º de outubro

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 16h05

LOS ANGELES - “Cumpri minha condenação", disse nesta quinta-feira o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson em sua audiência que lhe concedeu liberdade condicional após ele cumprir 9 dos 33 anos de uma sentença condenatória por roubo e sequestro, em 2007.  Ele deve deixar a prisão no dia 1º de outubro.

Os quatro membros da Comissão de Liberdade Condicional do Estado de Nevada ouviram, por videoconferência, o testemunho da ex-estrela de futebol americano, de 70 anos. Seu nome é mundialmente lembrado após sua polêmica absolvição, em 1995, do assassinato da ex-mulher e de um amigo dela. 

A audiência foi transmitida pelos principais canais de televisão dos EUA - assim como ocorreu com o primeiro julgamento por assassinato, exaustivamente coberta pela mídia, há 20 anos. Simpson assegurou que em nenhum momento quis causar dano aos dois colecionadores de artigos esportivos, suas vítimas em 2007. Ele com outros cinco cúmplices armaram uma emboscada para os dois em um hotel-cassino  de Las Vegas. 

"Não dei nenhuma desculpa nesses nove anos que estou aqui e não estou fazendo isso agora", afirmou o detido, vestido em um uniforme azul de presidiário, mantido na prisão Lovelock, também em Nevada. 

 "Assumo toda a responsabilidade", afirmou. "Cumpri minha sentença, e o fiz da maneira mais respeitosa que se pode fazer. Nessa altura da minha vida, quero passar agora a maior parte do tempo com meus filhos e amigos", expressou. 

Simpson, que brilhou com os Buffalo Bills e é membro do Hall da Fama do Futebol Americano, insistiu que somente queria recuperar seus pertences pessoais que lhe foram roubados. Por esse crime, foi condenado a uma sentença mínima de 9 a 33 anos de prisão. 

O ex-jogador foi o principal suspeito dos brutais assassinatos de Nicole Brown e Ron Goldman, mas a defesa conseguiu apresentá-lo como vítima de uma polícia racista. Ele foi absolvido em 1995 em meio a um grande espetáculo midiático, que até hoje desperta controvérsia. / AFP 

Relembre aqui a cobertura do Estadão do caso.  

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